Mão na bola ou bola na mão?

Mão na bola ou bola na mão?

fevereiro 14, 2022 0 Notícias, Osservatorio Arbitrale

Como no jogo de sábado passado, Chelsea e Palmeiras, houve dois tiros penais assinalados por contato da mão do jogador com a bola, vamos fazer um apanhado geral desta situação, inclusive para esclarecer nossa posição, do 3VV, em relação as sinalizações.

A partir do dia 1º de junho 2021, as regras em relação à mão na bola mudaram. Isso porque a International Board (IFAB) – órgão responsável pela manutenção das regras do futebol – decidiu alterar algumas orientações com o objetivo de simplificar e facilitar a interpretação dos árbitros em campo.

1-) Mão do defensor

Após a 135ª conferência, a entidade emitiu uma nota em que reiterou que o resumo da regra é: será infração toda vez que a mão ou braço expandir a área do corpo de forma não natural. Diante disto, a mão colada ao corpo ou abertura da mão ou braço, como forma de equilíbrio, não deverá ser assinalada.

Vamos descrever um lance: o atacante faz  o cruzamento rasteiro, o defensor  desliza de carrinho e a bola acaba batendo no braço de apoio do jogador. O pênalti não devera ser marcado, a jogada deverá ser considerada legal por este contato da bola com o  braço ser um movimento natural do corpo.

Para o árbitro analisar e decidir no campo é muito complexo. É importante termos em vista onde ocorreu o ponto de contato no momento que a bola pega no braço, e não depois que bate e vai deslizando pelo mesmo braço. É um braço de apoio clássico. E essa mão deverá, repito, deverá ser considerada como natural de proteção para o defensor em relação a queda iminente, encarada como uma mão natural de jogo e da situação do carrinho.

2-) Mão do atacante

No ano passado, a regra dizia que o toque de mão involuntário no ataque deveria ser assinalado caso levasse diretamente a um gol ou a uma “ocasião manifesta de gol”. Porém, agora, com a nova determinação, se o toque acidental na mão de um atleta gerar uma assistência para outro atacante que venha a fazer o gol, o lance será legal.

A mudança foi muito simples. Um exemplo claro é: eu sou atacante. O goleiro vai repor uma bola. Eu estou com o braço colado ao corpo…

Se a bola bater no meu braço e entrar no gol, essa mão ainda continua sendo marcada. Da mesma forma que, se o goleiro chuta, a bola bate no meu braço junto ao corpo, cai no chão e eu finalizo, a falta será marcada.

O que não vai ser mais marcado é: no mesmo exemplo, caso a bola pegue no braço de um atacante depois do chute do goleiro, mas sobra para outro atacante que faz o gol, essa mão não será mais marcada, logo o gol vai valer.

Resumidamente: uma mão acidental poderá dar um passe para outro atleta, porém, não poderá dar um passe para o próprio jogador que a utilizou sem intenção.

Se o atacante consegue o cabeceio, mas a bola toca em sua mão antes de morrer no fundo das redes, segundo a nova determinação, a falta devera ser marcada. No entanto, caso a bola caísse nos pés de um companheiro e este fizer o gol, este gol será validado.

O atacante foi cabecear a bola, o braço dele está em uma posição natural, porém, não importa, o gol será invalidado, pois o futebol não aceita um gol de mão, mesmo acidental. Se essa bola pega na mão dele, cai no chão e ele mesmo faz o gol, também tem que anular. Agora, pela nova regra, caso a bola batesse na mão dele, caísse no chão e fosse para outro companheiro que fizesse o gol, será validado.

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