Clubes emergentes da série A criam bloco para  enfrentar os ‘grandes’

Clubes emergentes da série A criam bloco para enfrentar os ‘grandes’

fevereiro 17, 2022 1 Brasileirão 2022, Notícias

Clubes médios querem fatia maior dos direitos de transmissão dos jogos (FOTO: REPRODUÇÃO)

Um grupo de clubes que se chama Forte Futebol, mas que não tem nenhuma das 13 maiores camisas do país, que reúnem mais 70% dos torcedores. Uma iniciativa assim pode dar certo?

São dez clubes da série A que se reuniram com “propostas para mudar o futebol brasileiro” em busca da modernização. O clube de maior destaque é o Athletico Paranaense, time em ascensão, mas que tem dificuldades em ter a maior torcida em seu Estado, frequentemente perdendo para os times paulistas.

Será que realmente esses times acham que podem ter mais sucesso depois que iniciativas como Clube dos 13 fracassaram? Será que realmente acham que podem obter sucesso em discussões no Conselho Arbitral da CBF?

Segundo os clubes, “o grupo é aberto, sem sócios fundadores, em que todos os participantes terão voz”. São eles: América-MG, Avaí, Athletico Paranaense, Ceará, Fortaleza, Atlético-GO, Cuiabá, Coritiba, Goiás e Juventude.

O discurso é cheio de modernismos e empáfia, mas, ao menos neste momento, parece desprovido de estofo para enfrentar os grandes clubes. Não conseguiram a adesão nem mesmo dos gigantes que estão na série B, como Vasco, Grêmio, Bahia, Sport e Cruzeiro.

Ao site Ge/Globo Esporte.com, o presidente do Ceará, Robinson de Castro, fala grosso: “Sempre houve conversa com todos os clubes. Mas não saíamos do discurso. Existiam diferenças de pensamento, questões difíceis de serem vencidas. Nós, clubes emergentes, os dez, resolvemos montar um grupo e passarmos a discutir os assuntos de forma que pudéssemos dentro de igualdade de peso sair do papel, começar a discutir formação de liga, valorar os direitos de transmissão que nós temos.”

Ele acredita que é possível encontrar uma “paridade” de direitos e reivindicações com a união e desdenha do fracasso de tentativas anteriores. “Queremos ser objetivos. Não tem sentido fazer algumas reuniões isoladas. Precisamos unificar a conversa. Dando o mesmo peso para todos, fazer planejamento. A gente não conseguia reunir os 20. A gente não conseguia sair do canto. É um grupo aberto. Vamos começar a nos movimentar.”

No mercado, a iniciativa é vista com ceticismo, já que o único objetivo seria tentar melhorar os recursos advindos da venda de direitos de transmissão das partidas – direitos que já estão negociados no Campeonato Brasileiro até 2025.

Entre os chamados clubes grandes, nenhum se manifestou oficialmente até o momento sobre a criação do bloco dos “emergentes”.

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1 comentário em “Clubes emergentes da série A criam bloco para enfrentar os ‘grandes’

  • Gustavo Aroni
    fevereiro 17, 2022
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