A regra do impedimento e a punição da alegria do gol

A regra do impedimento e a punição da alegria do gol

fevereiro 22, 2022 10 Notícias, Osservatorio Arbitrale

Sobre a regra de impedimento, que atualmente vigora no futebol, tenho muitas restrições a forma como pune o atacante.

Desde que conheço um pouco de regras, a orientação era priorizar o gol, que é o objetivo máximo do futebol, a orientação antes das alterações era que, na dúvida, deixe o lance seguir.

Em 2007, veio esta regra absurda: o bico da chuteira está na frente? Ou o ombro à frente, ou qualquer parte do corpo do atacante? Fica caracterizado o impedimento. Tal situação só não se caracteriza quando são os braços, pois estes não “jogam”.

Em um jogo da libertadores de 2018, Palmeiras E Boca Juniors,  o atacante Deyverson estava colado à linha lateral. Na sequência da jogada, saiu um gol do Palmeiras. Seria o primeiro do jogo – na ida, o Boca venceu por 2 a 0.

Foi feita a verificação no VAR e Deyverson estava com o bico da chuteira avançado em relação ao penúltimo defensor no início da jogada. O gol foi anulado. Pergunto: qual a vantagem que o atacante teve em estar com um pé 10 centímetros à frente do defensor? O que prejudicou a ação do defensor este bico da chuteira à frente?

Na Libertadores de 2020, no jogo Palmeiras e River Plate (segundo jogo, sendo que no primeiro o Palmeiras venceu por 3 a 0 na Argentina), saiu o terceiro gol dos argentinos. O VAR foi buscar uma imagem no início da jogada que o atacante estava impedido.

O gol, que seria o terceiro, foi anulado. Na continuação do lance invalidado, a defesa teve inúmeras oportunidades de frustrar o ataque adversário e não o fez. 

Na época da mudança do entendimento da regra, em 2007, eu estava na ativa, ministrando aulas de arbitragem e regras de futebol. Comentei que esta situação iria desvirtuar o objetivo do jogo, que é o gol.
Para mim, se fosse uma equação matemática, estaria com a resposta correta, porém, com o sinal invertido.

Explico. Deveria ser assim: o atacante só estará impedido se todo seu corpo estiver à frente. Qualquer parte do corpo, exceto os braços, que estiver na mesma linha do penúltimo defensor estará em condições de jogo. Assim o objetivo do futebol estaria priorizado.

Outro detalhe importante que esta regra trouxe ao futebol, com o advento do VAR: a comemoração do gol perdeu totalmente o clima e emoção, pois o torcedor tem que aguardar a decisão de uma cabine, com toda parafernália eletrônica, para decidir se o gol foi valido ou não. E ainda assim há equívocos nas decisões depois de um longo e angustiante tempo para análise e decisão. 

Concluindo, a Fifa deveria deixar a regra mais precisa e priorizar a festa do torcedor nos estádios – ou em sua própria casa, em frente ao televisor – considerando mesma linha o atacante ter uma parte do corpo em relação defensor (exceto braço ou mão). Isso facilitaria para todos, inclusive para traçar as linhas do VAR e deixaria a festa pela comemoração do gol menos angustiante.

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10 comentários em “A regra do impedimento e a punição da alegria do gol

  • Gustavo Aroni
    fevereiro 23, 2022
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    • Porco Nervoso
      fevereiro 23, 2022
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      • Gustavo Aroni
        fevereiro 23, 2022
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        • Porco Nervoso
          fevereiro 23, 2022
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          • Porco Nervoso
            fevereiro 23, 2022
          • Gustavo Aroni
            fevereiro 23, 2022
          • Porco Nervoso
            fevereiro 23, 2022
  • Porco Nervoso
    fevereiro 23, 2022
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  • Oiti Cipriani
    fevereiro 23, 2022
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  • Maurício
    fevereiro 23, 2022
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