Opinião: a contradição palmeirense e a volta do bom e barato? nunca!

Opinião: a contradição palmeirense e a volta do bom e barato? nunca!

fevereiro 22, 2022 19 Notícias, Opinião do Criscio

Por Vicente Criscio

Um lado anuncia o Palmeiras com superávit em 2021, fruto dos impressionantes resultados de Abel Ferreira e seu elenco carente de um NOVE e de bons reservas que pudessem nos trazer melhor sorte de Abu Dhabi.

Do outro, a presidente fala mais alto que não pode arriscar e nem “quebrar o Palmeiras” se contratar um atacante.

Entre esses dois extremos, onde fica a compreensão do palmeirense?

Na minha opinião, conhecendo bem os meandros das alamedas, é simples! Depois da gastança desenfreada imposta pela gestão de Maurício Galiotte nos anos de 2017 a 2019, junto com Alexandre Mattos, e contratar/trocar treinadores como trocamos de uniforme, sem planejamento, sem direcionamento, sem plano, sem convicção – chegando ao cúmulo de trazer Luxemburgo como “treinador da renovação” – o dinheiro acabou. O resultado, sempre maquiado com uma boa auditoria e com jogadas mirabolantes – que chegaram a transformar estoque em resultado -, não gerara caixa.

Abel Ferreira, que nem era a primeira opção de Maurício, trouxe os títulos e a grana que salvou a lavoura do ex e da atual mandatária.

A atual, cujo mote era “a paixão que faz a diferença”, deixou a torcida acreditar que, com ela, não faltariam investimentos. Inclusive na sua posse, onde se empolgou e disse que “não faltarão recursos!”. Dois dias depois já estava dizendo que não era bem assim.

Sempre dissemos aqui que essa crença de colocar dinheiro do bolso era falaciosa. Que isso não aconteceria.

O que não esperávamos era o pior: Dona Leila entrou sem um projeto de gestão. Parece que durante um ano ficou fazendo evento no clube para sua campanha e preocupada em desconstruir a imagem de adversários políticos.

Não montou seu plano de gestão de três anos. Não buscou se preparar para um audacioso mandato de três anos no maior vencedor do futebol sul-americano. Não se juntou com boas cabeças para responder às perguntas chave: como irá aumentar as receitas? qual o plano para o Palmeiras atingir R$ 1 BI e depois 2 BI de receitas em 3, 6, 9 anos? Como dominas a América e depois vencer 1 ou 2 ou 3 mundiais? Como aumentar seus ativos? Como aumentar sua torcida ao redor do mundo? Como aumentar seu “Brand Awareness”? Como monetizar uma torcida apaixonada? Como aproveitar a transformação digital? Como usar o mundo cripto? Como usar a transformação da SAF? O que fazer com a dicotomia clube social x futebol, dois mundos diferentes? Como colocar o Palmeiras como “thought leader” na América do Sul?

Nada disso! Sem plano algum, seu discurso é vazio, chega a ser infantil. Sua gestão está dando toda a pinta de ser “sabor Mustafá Contursi“: vender jogadores para pagar as dívidas contraídas com ela mesma!

Nada chega a ser mais deprimente nesse início de gestão. Perspectiva zero. Não contratar e se virar com os garotos que estão vindo da base e com o “bom e barato”.

E quando é caro, corre-se o risco de não dar certo! Afinal, o futebol não é uma ciência exata. E se ela continuar procurando jogador bom e barato, continuaremos com jogadores medíocres no sentido literal da palavra. Porque nos dia de hoje, diferente de décadas atrás, quando é bom, não é barato. Porque alguém na Europa já viu, ou porque algum empresário, amigo do amigo, já armou o esquema.

Vejam o nosso caso, quando surge um Endrick da vida. Ou alguém acredita que o Endrick vai ficar no Palmeiras até ser campeão mundial porque o Jaílson (o outro) pagou a dentadura do pai dele?

***

Evento com Mídia Palestrina

Já houve um tempo em que dava um certo orgulho quando nos chamavam de “mídia palestrina”. Hoje a coisa tá meio esquisita.

Evento mídia palestrina e Leila Pereira; foto divulgaçãoredes sociais

Em um evento com a “mídia palestrina”, na qual o 3VV tem um certo prazer de não ter sido convidado, Dona Leila, ao lado do corintiano, amigo de Andrés, Kia, e outros do mesmo quilate, mas com CNPJ (Olivério Jr.), falou que “não pode arriscar fazendo contratações caras que podem dar errado“. E citou o exemplo de Miguel Borja.

Mostra com isso que não entende da cadeira onde senta.

Futebol é um negócio de risco. Não é emprestar consignado para aposentado a uma bela taxa ao mês. Futebol não garante retorno, nunca! Por isso precisa sempre ter gente competente, HONESTA, séria, sentada ao lado.

E mais: futebol não é mais um negócio da Idade Média, onde alguém acha que um jogador é bom, vai lá e contrata. Ou vai buscar o Zezinho da couves porque o tio indicou. Futebol hoje é ciência, base de dados, software, tecnologia, pessoas competentes, comissão técnica…. e risco. Às vezes dá certo. Às vezes dá errado. O Palmeiras tem essas ferramentas que precisam ser incrementadas. E não andar para trás.

Se mantiver essa mentalidade mustafaniana do bom e barato, sem correr risco nas contratações, estilo Navarro, em três anos vamos voltar a lutar pelo G4 ou G6, voltaremos ao meio da tabela e a brigar pelas posições intermediárias. A mentalidade vencedora criada, não pela Dona Leila nem pela Crefisa, mas pelos nossos ancestrais que fundaram o Palmeiras, em 1914, será mais uma vez jogada no lixo, como foi nos anos de bronze.

Portanto, presidente: sua missão nessa cadeira é dar condições técnicas, criar recursos financeiros e se cercar de gente competente para arriscar com contratações que coloque o Palmeiras com um elenco sempre melhor que na temporada anterior.

Está claro? É isso que a senhora será cobrada pela torcida, pelos seus eleitores e pelos conselheiros independentes.

***

E sobre ele?

Sobre Olivério Jr, apenas uma coisa a dizer: quem comprou ingresso embaixo de sol e chuva; quem sentou em arquibancada; quem é palmeirense de verdade, desde sempre, sabe o que sente pela instituição. Portanto, nunca colocaria alguém com o currículo desse indivíduo dentro da instituição.

Dona Leila demonstra, assim, querer ser maior que o Palmeiras. Dá uma banana não apenas aos torcedores. Dá uma banana à instituição que ela jurou em sua posse defender. Se ela fosse palmeirense de verdade há mais de seis anos, ou então se tivesse minimamente um pingo de empatia pela nossa instituição, mais do que por suas convicções pessoais, colocaria o Sr. Olivério dentro da Crefisa ou de suas outras dezenas de empresas, mas nunca dentro da Sociedade Esportiva Palmeiras!

Saudações Alviverdes!

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19 comentários em “Opinião: a contradição palmeirense e a volta do bom e barato? nunca!

  • Gustavo Aroni
    fevereiro 22, 2022
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  • Diego Portes
    fevereiro 22, 2022
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  • Marco Pieritz
    fevereiro 22, 2022
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    • Diogo Belotto
      fevereiro 23, 2022
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  • Donato, o Lúcido
    fevereiro 22, 2022
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  • Regina Rodrigues
    fevereiro 22, 2022
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  • Renato
    fevereiro 22, 2022
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  • Fabio
    fevereiro 22, 2022
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  • Matheus
    fevereiro 22, 2022
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  • Marco Antonio Cascino
    fevereiro 22, 2022
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  • Walter Benvenuti
    fevereiro 22, 2022
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  • Rodrigo Ricardo
    fevereiro 22, 2022
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  • Pinho - Bauru, SP
    fevereiro 22, 2022
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    • Diego Portes
      fevereiro 22, 2022
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  • Cassiano
    fevereiro 22, 2022
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    • Cláudio Longo
      fevereiro 22, 2022
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      • Luis Carlos
        fevereiro 22, 2022
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  • Marcos Simonetti
    fevereiro 22, 2022
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    • Murilo
      fevereiro 22, 2022
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