Abel Ferreira e Zé Rafael, os nomes do jogo do título

Créditos: Cesar Greco

Abel Ferreira e Zé Rafael, os nomes do jogo do título

março 3, 2022 1 Notícias

Abel Ferreira foi muito bem contra o Athletico Paranaense (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)

Por Marcelo Moreira

 Dois nomes precisam ser destacados no título da Recopa Sul-Americana: Zé Rafael e Abel Ferreira. O meia está se tornando um jogador completo e o técnico provou, de novo, que é um grande estrategista e que sabe ler bem os jogos. 

A dúvida que persiste: por que o time do Palmeiras não consegue manter o nível e jogar bem mais vezes como nesta quarta-feira (2). Qual o “comando” que falta para que o time obtenha a qualidade necessária para atuar com qualidade, mesmo que não ganhe, na maioria das partidas?

Zé Rafael era um meia ofensivo, quase atacante, no Bahia. Ao chegar ao palmeiras, encontrou muita dificuldade até que começou a assumir mais funções defensivas. Com Wanderley Luxemburgo, se tornou um segundo volante raçudo, que marca forte, mas tem uma saída de bola ótima e passe preciso.

Com Abel Ferreira, passou a ter um pouco mais de liberdade na saída de jogo, quando ela ocorre, quando os outros meias e atacantes ajudam na marcação. Aí o futebol moderno, rápido e com visão de jogo se sobressai, especialmente quando forma dupla de marcação com o polivalente Danilo, o único garoto da base “descoberto” por Luxemburgo que está vingando.

Ao lado de Dudu e Raphael Veiga, anda merecendo muita atenção da comissão técnica da seleção brasileira.

As dificuldades que o Palmeiras teve na primeira partida da Recopa, em Curitiba, alertaram o técnico para algumas deficiências crônicas que o time costuma apresentar fora de casa e, principalmente, quando muito pressionado.

Piquerez e Marcos Rocha foram muito pressionados e não serviram de válvula de escape. Com o meio de campo inoperante e lentidão na recomposição da marcação, deixou o Athletico Paranaense dominar o jogo, sendo um pouco melhor no conjunto do jogo. Uma vitória do time do Paraná não teria sido injusta.

No Allianz Parque, sem vantagem alguma, Abel consertou a saída de bola capenga e finalmente fez o meio de campo funcionar. O time ficou mais compacto e Marcos Rocha serviu como munição ao ataque, compondo um meio de campo mais pegador e rápido na saída de bola.

Marcando melhor e sufocando o adversário, que atuou bem abaixo do que costuma jogar, esperava-se que houvesse mais chances de gol no primeiro tempo, mas faltou qualidade e capricho.

Tudo mudou no segundo tempo. Com Wesley no lugar do apagado Veron, o time ganhou mais eletricidade e concentrou o jogo do lado esquerdo. Grande acerto de Abel, que viu a vulnerabilidade daquele lado.

Com a 1 a 0 logo no começo do segundo tempo, e perdendo Zé Rafael, o nome do jogo, Dudu e Raphael Veiga, restou controlar o jogo e tentar matar a partida nos contra-ataques. 

E aí entra a estratégia que o time inteiro comprou. Ocupando os principais pontos do gramado e mantendo o adversário longe da área, o palmeiras controlou o jogo e poderia ter feito mais gols. Em nenhum momento o Palmeiras correu riscos, nem mesmo de levar o empate.

Abel Ferreira foi muito bem, mas precisa fazer com o que time tenha esse padrão de atuação com mais constância para que tenha condições de liderar o Campeonato Brasileiro. Mostra-se excelente na preparação para jogos eliminatórios e finais importantes, mas esse nível de concentração para atuações em jogo “normais” não tem se mantido em boa parte dos jogos que valem três pontos.

Vencida mais etapa e com mais uma taça na lotada sala de troféus, é hora de celebrar Abel Ferreira como um dos maiores nomes dos 107 anos gloriosos do Palmeiras.

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1 comentário em “Abel Ferreira e Zé Rafael, os nomes do jogo do título

  • Thom
    março 3, 2022
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