Leila ainda precisa reafirmar que quem manda no Palmeiras é ela

Créditos: Fabio Menotti / Ag. Palmeiras

Leila ainda precisa reafirmar que quem manda no Palmeiras é ela

março 8, 2022 0 Notícias

(FOTO: FABIO MENOTTI/PALMEIRAS)

Quem manda sou eu! A afirmação foi dita diversas vezes pela presidente Leila Pereira em duas entrevistas a jornais importantes nesta terça-feira (8). Única mulher a comandar um grande clube no Brasil, ela falou aos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

As conversas passearam por muitos assuntos, mas chama a atenção a necessidade que ela demonstrou de reafirmar a sua autoridade – como se nem ela mesma acreditasse nisso.

Ela revelou que surpreendeu com o clima belicoso que encontrou ao assumir o clube há três meses e que não fazem sentido as cobranças que vem sofrendo. “Não haverá gastança, não vamos desperdiçar dinheiro. Estamos cortando tudo o que é desnecessário”, disse na entrevista ao Estadão.

Outro ponto que a incomoda é o fato de que ainda a veem como se fosse um cifrão ambulante, ou um cofre permanente aberto para gastar e comprar jogadores. Nunca foi e nunca será assim em sua administração. “Se sou considerada uma pessoa bem-sucedida no mundo dos negócios, preciso mostrar essa competência no Palmeiras.

Com essa visão, começou a entrar em conflito com algumas alas no clube, em especial com conselheiros ligados à torcida Mancha Verde/Alviverde.

Leila não se conformou com o fato de que, assim que assumiu, há três meses, começou a ser bombardeada por conta da manutenção do assessor e coordenador de imprensa, Olivério Júnior, corintiano assumido. A Mancha exigiu a sua demissão, o que ocasionou o rompimento da presidente com a torcida. Foi mais uma oportunidade para dizer que quem mandava era ela. Olívério acabou cedendo à pressão e pediu para sair.

Um assunto grave que acabou comentando ao Estadão foi uma das “torneiras” de vazamento de dinheiro que pretendia fechar. Ela aludiu ao fato de o clube pagar comissões a empresários mesmo quando jogadores chegam de graça – seria uma alfinetada no antecessor, Mauricio Galiotte? “Esse tipo de coisa não pode mais acontecer, pois nossa administração será responsável.”

Sobre a pressão para contratar um centroavante, ela repetiu o discurso da prudência e pareceu bem ensaiada ao discorrer sobre a “falta de opções”.

“Precisamos ter cautela antes de gastar milhões em jogadores que podem não funcionar. Não há um grande jogador nessa posição no Brasil e são muito poucos na América Latina. Estamos sendo bastante criteriosos em nossas análises”, afirmou a presidente.

Leia mais sobre as declarações de Leila Pereira ao Estadão aqui.

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