Ídolo de rival, Rincón sempre teve enorme respeito pelo Palmeiras

Ídolo de rival, Rincón sempre teve enorme respeito pelo Palmeiras

abril 14, 2022 0 Notícias

Rincón em 1994, quando jogou pelo Palmeiras (FOTO: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS)

Para muita gente, Freddy Rincón foi o estrangeiro que melhor entendeu o que era a rivalidade entre Palmeiras e Corinthians dentro e fora do campo. Vestiu as duas camisas, protagonizou embates históricos e sabia que o mundo mudava na semana do dérbi.

Morto aos 55 anos de idade em acidente de carro em Cali, na Colômbia, Rincón era um meia clássico que se tronou um volante precioso e habilidoso graças a Wanderley Luxemburgo, que tentou fazer a transformação ainda no Palmeiras, mas não houve tempo. Anos depois deu certo no bom time montado lá na “Marginal S/N”.

Dos “refugos ressentidos” derrotados duplamente nas Libertadores de 1999 e 2000 pelo Palmeiras, Rincón era o único que mantinha respeito pelo time verde e nunca falou mal, por mais que não gostasse muito do clube por conta de sua saída para a Europa, em 1994.

Ao contrário de Luizão e Edilson, nunca ironizou o Palmeiras e nunca fez piadas depreciativas. Manteve, por conta disso, o respeito da maioria dos palmeirenses, que lembram dele como “O dono” de um meio de campo que ainda tinha Zinho e César Sampaio.

Claro que sua identificação maior é com o Corinthians, especialmente depois que levantou a taça do torneio internacional vencido em 2000 no Maracanã contra o Vasco, que muitos chama de Mundial Interclubes da Fifa.

Ele nunca negou tal identificação, mesmo tendo jogado depois no Santos e no Cruzeiro, entre outras equipes. Os corintianos o tornaram um dos “símbolos da raça”, a ponto de, hoje, ser mais ídolo do que o polêmico Marcelinho Carioca.

Começou a jogar futebol no Atlético Buenaventura, clube pequeno de sua cidade natal. De lá, rumou para o Deportes Tolima e depois ganhou o mundo.

Palmeiras em partida no Morumbi no Paulistão de 1994: da esq. para a dir., de cima para baixo, Mazinho, Claudio, Cléber, Gato Fernandez, César Sampaio e Antonio Carlos: Evair, Rincón, Edlson, roberto Carlos e Zinho (FOTO: PALMEIRAS.COM.BR)

Quando ainda atuava no país, marcou gol inesquecível contra a Alemanha na Copa de 1990 e fez dois gols na histórica goleada da Colômbia sobre a Argentina por 5 a 0, no Monumental de Núñez, nas Eliminatórias da Copa de 1994.

Sua primeira experiência fora da Colômbia foi no Palmeiras, ao qual chegou no início de 1994, já como uma estrela da seleção de seu país.

Destacou-se no título paulista daquele ano ao lado de nomes como Roberto Carlos, César Sampaio, Zinho, Edílson, Edmundo e Evair. Seis meses depois da chegada, durante a parada para a Copa do Mundo, transferiu-se para o Napoli.

Um ano depois, chegou ao todo-poderoso Real Madrid, mas não obteve o mesmo sucesso na Espanha e voltou ao Palmeiras no meio de 1996. Ao todo, fez 76 jogos e 22 gols pelo Verdão. Surpreendentemente, decidiu ir para o Corinthians em 1997, onde teve duas passagens.

Por mais que tenha suas reservas a respeito do período em que passou no Palmeiras, sempre existiu um respeito pela instituição e o entendimento da grandeza dos dois times sempre representaram para ele e para sua carreira.

 

 

 

 

 

 

 

 

326350cookie-checkÍdolo de rival, Rincón sempre teve enorme respeito pelo Palmeiras

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.