Novo atropelamento, novos recordes e novos desafios para ficar no topo

Créditos: Cesar Greco

Novo atropelamento, novos recordes e novos desafios para ficar no topo

maio 4, 2022 0 Libertadores 2022, Notícias

Abel Ferreira orienta o time contra o Independiente Petrolero (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)

A coleção de recordes na Libertadores 2022 impõe uma pergunta capciosa, mas pertinente: até que ponto devemos celebrar os massacres contra times semiprofissionais e tecnicamente indigentes? O que realmente significam as goleadas?

Muitos jornalistas estão “encantados” com a sequência de destruições feitas contra times venezuelanos, bolivianos e equatorianos, países que estão no terceiro ou quarto mundos do futebol – e somos testemunhas que Ceará e Goiás, candidatos ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro, nos forçaram a recolocar os pés no chão.

Aliás, quem fez isso na festiva noite de terça-feira (3) foi o técnico Abel Ferreira, que manifestou sensatez ao falar do jogo contra o Independiente Petrolero, massacrado impiedosamente por 5 a 0 – se o time verde fosse menos displicente, 10 a 0 seria bastante adequado.

“Não existe jogo fácil”, bradou Abel Ferreira após o jogo tentando conter alguma euforia. “Para mim todos os jogos são difíceis. O Palmeiras é que os torna fáceis, com sua qualidade e se u comprometimento. Fomos sérios, competentes e os justos vencedores.”

Abel tem toda a razão, e tenta controlar os ânimos diante da fragilidade dos adversários. Sabe que precisa exaltar as marcas e as goleadas, mas também sabe que os parâmetros, nesta fase, são bem diferentes.

Também sabe que as cobranças virão fortes no Brasileiro por conta da extrema dificuldade – a atual posição na tabela é a prova disso. E as dificuldades da temporada ainda nem começaram direito – por isso é enorme o mérito do quer o time fez até agora em quase quatro meses de temporada. Mas não nos iludamos com o sucesso além do esperado na primeira fase da Libertadores, com adversários muito fracos.

Rafael Navarro é o artilheiro da Libertadores com sete gols (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)

De qualquer forma, mesmo dispersivo em alguns momentos, o Palmeiras manteve a intensidade dentro dos limites possíveis – gramado horroroso, altitude de 2,8mil metros e adversários estabanados e um pouco violentos.

Essa postura precisa ser exaltada: forte ou fraco, o Palmeiras tenta atropelar. Foi assim em todos os jogos mais recentes, exceto contra o Ceará, quando o time mostrou muitas dificuldades e certa apatia, creditadas ao cansaço por jogos seguidos pelo Paulistão, Brasileiro e Libertadores.

Abel Ferreira segue seu planejamento e exige foco e total comprometimento. Tem o time na mão, ainda que haja dificuldades inesperadas, como o resultado magro e preocupante contra a Juazeirense – vitória suada de 2 a 1 em Barueri pela Copa do Brasil.

“Que vocês (jornalistas) entendam que esta é uma equipe muito focada, muito séria, competente. Já disse que não ganharemos sempre e temos que estar preparados para quando perdermos”, ponderou o treinador palmeirense.

“Sei que nem vocês estão preparados para que o Palmeiras perca, a exigência é cada vez mais e maior. Mas estes são os mesmos jogadores, ano passado ninguém nos dava como favorito. E este ano já somos os maiores favoritos. Não mudou nada, são os mesmos jogadores, o mesmo treinador. Quando tivermos que tirar um jogador em detrimento de outro e fazer gestão de energia para jogarmos na máxima força, é isso que vamos fazer. É isto que o calendário brasileiro nos obriga”, concluiu o treinador.

Zé Rafael tomou conta do meio de campo , desta vez, superou Danilo (FOTO: CESAR GRECO/PALMEIRAS)
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