Arbitragem de Anderson Daronco Palmeiras 4×1 Corinthians
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 4×1 CORINTHIANS
COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 30ª RODADA
EQUIPE DE ARBITRAGEM
- Anderson Daronco (RS)
- Árbitro Assistente 1: Alex Ang Ribeiro (SP)
- Árbitro Assistente 2: Rafael da Silva Alves (RS)
- Quarto Árbitro: Arthur Gomes Rabelo (ES)
- VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Árbitro
Árbitro gaúcho de Santa Maria, nascido em 05/01/1981 (45 anos). Árbitro internacional desde 2015, estreou na série A do Brasileiro em 2011. Com o jogo desta tarde/noite de domingo no Nubank Parque foi o 18º no corrente campeonato, mostrando 97 cartões amarelos e quatro vermelhos (um pelo segundo amarelo e três diretos), assinalando sete penalidades máximas.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Único lance que poderíamos chamar de polêmico foi o pênalti marcado contra o Corinthians e perdido por Paulinho. O defensor atingiu somente o adversário, dentro da área, então configurou-se pênalti, bem marcado.
Trabalho de campo
Todo mundo conhece o antigo ditado que diz “o lobo perde o pelo, mas não perde o vício”. Estamos fazendo uma analogia com o árbitro deste jogo. Perdeu 12 kgs por orientação da Comissão de Arbitragem da CBF. Está com uma silhueta bem mais fina, mas, fazendo uma analogia com o ditado acima, perdeu peso, mas não perdeu o vicio de retardar o andamento do jogo.
Existe uma diferença em picotar o jogo e retardar o jogo. Picotar é assinalar qualquer esbarrão, qualquer contato físico. Cada interrupção ou falta, era uma palestra, lentidão em apontar o local como spray: isto é retardar o jogo.
No primeiro tempo, deixou o jogo correr sem muita interrupção. Todavia no segundo tempo com 51 minutos de jogo, com o marcador 4×0, como já estamos habituados a ver na arbitragem brasileira (também em alguns casos na sulamericana), quando um resultado está elástico a favor de uma equipe, adotam a arbitragem “Robin Hood”. Qualquer contato ou esbarrão no time inferiorizado no resultado é punido com falta técnica, critério oposto se o mesmo acontece com o time à frente do marcador (vejam a diferença de faltas marcadas contra as equipes).
Como pode uma equipe com maior posse de bola, com 22 chutes a gol, contra 12, ter 50% a mais de faltas contra. E vimos este tipo de arbitragem neste dérbi. Todavia, não teve a mínima participação no resultado final do jogo.
AVALIAÇÃO: 7,0
Disciplina
Assinalou 17 faltas contra o Palmeiras 11 contra o Corinthians, mostrando sete cartões amarelos – três para os jogadores Giay, Árias e Gómez do Palmeiras e para os jogadores Depay, Ranielli, Gabriel e Vitinho do Corinthians. Como tem o respeito dos jogadores, levou o jogo com relativa tranquilidade.
AVALIAÇÃO: 7,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 3 minutos
- 2º tempo: sem acréscimos mostrado – levou até 55 segundos.
Entendemos a falta de acréscimos no segundo tempo, pois o jogo estava definido, a torcida local gritando Olé em cada toque de bola do time à frente do marcador, e nada impediria uma entrada mais forte e acabar gerando uma briga generalizada, considerando a rivalidade entre estas duas agremiações.
- Tempo total de jogo: 93’55
- Bola Rolando: 50’45
- Paradas de jogo: 105
- Posse de bola: Palmeiras 55% – Corinthians 45%
AVALIAÇÃO: 7,0
Assistentes
O Assistente número 1 perdeu a concentração em um lateral, ficou aguardando o árbitro decidir e este ficou o aguardando o Assistente informar. Como não veio a informação, decidiu sozinho. Um lance curioso, o árbitro decidiu sozinho um impedimento do ataque do Palmeiras. O Assistente número 2 assinalou uma falta, que pelas características da arbitragem até aquele momento não estava punindo.
VAR
Não foi chamado a intervir, a não ser, conforme protocolo, nos gols e anuiu com a marcação do tiro penal.
Conclusão
Foi uma arbitragem com a cara, selo, estilo e modo Daronco de apitar
AVALIAÇÃO FINAL: 7,0

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