
Arbitragem de Anderson Daronco Palmeiras 1×0 Vasco
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 1 X 0 VASCO DA GAMA
COMPETIÇÃO: COPA DO BRASIL 2026 – JOGO DE IDA SEMI FINAL
EQUIPE DE ARBITRAGEM
- Árbitro: Anderson Daronco (RS)
- Árbitro Assistente 1: Rafael da Silva Alves (RS)
- Árbitro Assistente 2: Guilherme Dias Camilo (MG)
- VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Árbitro
Árbitro muito conhecido, dispensa maiores informações. Nesta Copa, foi o 4º jogo, mostrando 17 cartões amarelos, 2 vermelhos (1 pelo 2º amarelo e 1 direto), assinalando uma penalidade máxima.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Tivemos dois lances polêmicos no jogo, vamos analisar individualmente:
1) Expulsão de Saldivia pelo 2º amarelo. O primeiro amarelo foi correto, por atitude temerária junto ao adversário. O segundo amarelo, entendemos que foi uma disputa por espaço, ambos se tocando e disputando na corrida. Podia ser evitado o cartão e inclusive a marcação da falta.
2) Pênalti não assinalado, cometido por Barboza. O defensor na disputa, estava de costas para o caminho da bola. Estava efetivamente com os braços abertos e a bola resvala em seu braço, após tocar em seu corpo. É um lance bem discutível e polêmico, visto ninguém conseguir saltar com os braços fechados como um jogador de pebolim, afinal, os braços são o equilíbrio para o corpo (vejam os ginastas saltando, com os braços como asa de avião). Já vimos árbitros assinalarem ou não este tipo de infração. Antigamente analisava-se a intencionalidade, que hoje foi totalmente dispensada. Seria muito mais simples de analisar se as orientações fossem “tocou no braço, pune-se” e não ficar enchendo de “Se’s” nas orientações. Hoje as orientações são: se bater no corpo antes não se marca; se o corpo estiver protegendo a queda não se marca; se o braço estiver em posição natural não se marca, etc. São muitas condicionais e cada uma depende da interpretação do árbitro e geram estas discussões infinitas, cada um dando uma opinião e no final, únicas opiniões que importam, são do arbitro de campo e do VAR. Mas, não posso me furtar a dar minha opinião: Pênalti, mas com muitas ressalvas.
Trabalho de campo
Excetuando-se as polêmicas acima, percebeu-se que no primeiro tempo deixou o jogo mais aberto, sem muitas interrupções, todavia, no segundo tempo, talvez já cansado, puniu faltas que não havia marcado no primeiro tempo. Com relação ao pênalti acima, antes da bola tocar no braço do defensor, houve uma falta do atacante, com a sola da chuteira acertando o pé do defensor, que poderia ser punida, ou seja, tivemos duas situações no mesmo lance.
AVALIAÇÃO: 6,0
Disciplina
Foram assinaladas 19 faltas, 12 contra o Palmeiras e 7 contra o Vasco e 5 cartões amarelos, 2 para o Palmeiras (Evangelista e Barboza) e 3 para o Vasco (Lescano, Piton e Saldivia). Manteve bom controle disciplinar.
AVALIAÇÃO: 7,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 1 minuto
- 2º tempo 6 minutos
No primeiro tempo o acréscimo foi muito econômico. Tivemos simulação de contusão. No segundo tempo foi bem observado.
- Tempo total de jogo: 97’07
- Bola Rolando: 61’12
- Paradas de jogo: 100
- Posse de bola: PALMEIRAS 62% x VASCO DA GAMA 38%
Conforme prevíamos, as modificações para agilizar o jogo, ficaram somente nas boas intenções em promovê-las. Continua tudo como antes. Jogadores simulam contusão, param o jogo e continuam normalmente. Goleiro demora uma eternidade com a bola nas mãos para repô-las em disputa. Para os tiros de meta, vão lentamente buscar a bola atrás das traves ou as ignoram e vão buscar a bola que está no limite da área penal. Cada reposição de bola em faltas, impedimentos, escanteios ninguém controla e o árbitro deixam “correr solto”, que bola parada não tem nenhuma chance de ter decisões polêmicas e assim continuam as falcatruas de um jogo de futebol, onde cada um quer ser mais esperto que o outro.
AVALIAÇÃO: 6,0
Assistentes
Assinalaram somente um impedimento e marcaram algumas infrações em sua área de trabalho.
VAR
Corroborou com a decisão em campo do árbitro em relação ao pênalti não assinalado.
Conclusão
Árbitro em final de carreira que se percebe não ter mais condições físicas adequadas para acompanhar um jogo de futebol, onde deixaram de ser jogadores e viraram atletas e um árbitro atualmente corre entre 10 a 12 km e se percebe a dificuldade que ele tem de acompanhar o jogo com a velocidade desejada e necessária.
AVALIAÇÃO FINAL: 6,6
***
