
Arbitragem de Paulo Cesar Zanovelli em Athletico 0x2 Palmeiras
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
ATHLETICO 0X2 PALMEIRAS
CAMPEONATO BRASILEIRO – 31ª RODADA
EQUIPE DE ARBITRAGEM
| Árbitro | Paulo Cesar Zanovelli da Silva | MG |
| Assistente 1 | Guilherme Dias Camilo | MG |
| Assistente 2 | Michael Stanislau | RS |
| Quarto Árbitro | Maguielson Lima Barbosa | DF |
| VAR | Daniel Nobre Bins | RS |
Árbitro
Árbitro mineiro de Juiz de Fora, nascido em 08/01/1990 (36 anos), estreou na Série A do Brasileiro em meados de 2021 e em 2023 foi promovido a FIFA. Mais uma promoção obtida nos porões da CBF. Ele entrou no quadro de árbitros internacionais, para suprir o escolhido na época Felipe Fernandes de Lima, que por problemas extra campo foi preterido.
No atual Campeonato Brasileiro, o jogo desta noite na Arena da Baixada foi o 15º, mostrando 82 cartões amarelos e seis vermelhos (um pelo segundo amarelo e diretor diretos), marcando quatro penalidades máximas.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Expulsão de Andreas Pereira.
A expulsão foi correta, visto a regra nestes lances, chutar, propositalmente, uma bola, não pertencente ao jogo na bola em disputa, deve ser marcado Tiro Livre Direto e cartão amarelo para o infrator. Até neste ponto, a punição foi perfeita.
Mas …. vamos analisar mais detidamente o ocorrido.
A bola veio de um lateral favorecendo ao Athletico. Quando foi reposta em jogo, uma bola vinda da torcida passou muito próxima e foi tocada por um jogador e arremessada para o centro de campo. Um árbitro que não queira ser mais realista que o rei interromperia o jogo e reiniciava com o lateral novamente ou com bola ao chão e evitaria problemas, mas não tomou a providência que seria normal e acabou tendo que expulsar o jogador. Neste caso, erraram ambos, Andreas Pereira, por ter sido juvenil e querer ser mais malandro e o árbitro por ser arrogante e querer mostrar mais capacidade que tem (*).
(*) Tivemos uma situação semelhante no jogo entre Flamengo x Criciúma, em 2024, que o arbitro Maguielson Lima Barbosa, em uma bola vindo de fora de campo, na área, caiu próxima à marca penal. O defensor do Criciúma chutou esta bola na bola do jogo e teve o pênalti marcado para o Flamengo.
Trabalho de campo
Iremos iniciar este jogo com uma constatação: entre os 10 árbitros FIFA este é um dos piores, senão for o pior. Em todo jogo dele ocorrem polêmicas e controvérsias. Só para citar uma: no jogo Mirassol x Bahia, sua arbitragem foi tão confusa que demorou 18 minutos para sair de campo, escoltado pela polícia, pois a torcida local estava irada com sua atuação. E vamos combinar que sua atuação neste jogo, foi dentro do esperado; confusa, medrosa, sem critérios, sem personalidade. Faltas claras não eram marcadas e outras que eram somente disputa por espaço, eram punidas. Assinalou um escanteio que não existiu e foi corrigido pelo Assistente 2.
AVALIAÇÃO: 6,0
Disciplina
Assinalou 19 faltas, 11 contra o CAP e 8 contra o Palmeiras, quatro cartões amarelos, cois para cada equipe – Gilberto e Leozinho (CAP) e Andreas e Piquerez (Palmeiras) e um cartão vermelho acima detalhado. Não soube se impor junto aos jogadores. O atacante Viveros praticamente apitou o jogo. Simulava, reclamava, fazia gestos e foi solenemente ignorado pelo árbitro. Na cobrança de falta contra o Palmeiras próximo à área, os jogadores do Palmeiras e Viveros (sempre ele), só faltaram colocar um nariz vermelho na cara dele. Quando puniu Piquerez acalmou. Precisava demorar tanto tempo para se impor?
AVALIAÇÃO: 5,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 8 minutos
- 2º tempo: 4 minutos
O tempo acrescido no primeiro tempo foi muito longo. Não houve substituição alguma, nem interferência do VAR. O tempo maior perdido foi na cobrança de falta, acima mostrada, por total incompetência dele mesmo. Nem com este fato se justifica este longo tempo acrescido. No segundo tempo os acréscimos foram corretos.
- Tempo total de jogo: 102’05
- Bola Rolando: 61’05
- Paradas de jogo: 103
- Posse de bola: Athletico 64% x Palmeiras 36%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
O Assistente número 1 foi muito rápido em conter os ânimos entre Viveros e Murilo no primeiro tempo. O Assistente número 2 assinalou uma falta sobre Piquerez que o árbitro deixou passar e corrigiu-o também em escanteio que estava marcando de forma equivocada.
VAR
Não foi chamado a intervir. Única polêmica foi a expulsão, mas foge totalmente ao protocolo de intervenção.
Conclusão
Conforme dissemos acima, é um árbitro fraco, tanto técnica quanto disciplinarmente. A título informativo, existe uma orientação da Comissão de Arbitragem atual da CBF, com a máxima “mais futebol e menos árbitro!” Só tem um pequeno detalhe contra nesta orientação, que na filosofia está correta: a maioria dos árbitros brasileiros não tem capacidade de discernimento para esta pratica, e então metem os pés pelas mãos e adotam decisões esdrúxulas como a adotada nesta noite de sábado, ou então como no Fla x Flu de domingo passado, quando houve interferência direta no resultado do jogo.
AVALIAÇÃO FINAL: 5,6

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