Palmeiras (5)0x1(3) Fluminense: mais uma final… antológica

Muito difícil escrever sobre a partida que levou o Palmeiras a mais uma final da Libertadores. Com mais de 40 mil torcedores no Nubank Parque, a mistura entre alívio e alegria, depois de 80 minutos de tensão – enquanto empatava – e os últimos 10 minutos do jogo (mais descontos) de sofrimento, eleva o palmeirense esparramado pelo mundo e principalmente aquelas mais de 35 mil almas (descontado os torcedores adversários) a uma nova categoria de torcedor.

Sobre o jogo, nem vou me dar ao trabalho de comentar. Partida fraca, esquálida, de um time que tinha todas as condições para entrar e definir sua classificação sem sustos.

A antologia de um Palmeiras e do palmeirense gigantes

O palmeirense está se especializando em viver a “antologia” de partidas memoráveis. A “culpa” (ou mérito, ou responsabilidade, não importa) é de Abel Ferreira? Ou será que o o tempo, os percalços do início do século 21, dois rebaixamentos, uma reconstrução, e um período de vitórias recente, transformou a alma alviverde da outrora Academia para ser o “time da virada”? O time do amor? O time da torcida que xinga, grita, sofre, mas acredita até o fim?

Só o tempo dirá! O fato é que chegamos a mais uma final da principal competição continental. Com méritos, com suor, xingamentos ao técnico e lágrimas. Lágrimas de emoção e felicidade. De raiva e alívio. Como aquela que vi no vídeo do papai Serbino orgulhoso, emocionado e irascível nos grupos de whatsapp vendo o filhão Felipe com os olhos brilhando nas cadeiras do Nubank depois que Carlos Miguel fez uma defesaça. Ou do palestrino Maykon desabando com uma quase parada cardíaca após o penal de Marlon Freitas.

O Palmeiras é gigante, já dizia o ídolo! Sua torcida também. De tantos como o Oiti retornando para o ABC de trem e com gripe. De outros como Benvenuti, que morreu no Nubank, mas passa bem, e agora deve estar na estrada pra Atibaia, ora xingando o Abel ora aliviado. De Felipe e Gabi com lágrimas nos olhos aqui enquanto o pai Serbino lá, também com lágrimas, orgulho e uma ponta de inveja por não poder estar presente. De outros como Maykon que também vai pegar a serra para voltar pra casa com o coração mais forte (ou mais fraco). De tantos torcedores que lá estiveram, como os Monellos, Valdir, além do que eu esqueci de citar, além dos anônimos ou famosos palmeirenses que estiveram lá e testemunharam mais um momento antológico palmeirense. Enfim, de todos qie torceram, xingaram, sofreram e vibraram, próximos ou distantes, mas que vararam a madrugada e não conseguiram dormir depois pelo excesso de adrenalina no corpo.

Porque xingando o treinador ou elevando-o a um posto quase supremo, reclamando, cornetando e dizendo impropérios, o PALMEIRENSE acredita até o fim.

E essa tem sido nossa rotina ultimamente… com uma certa dose de sucesso, avaliada por alguns palmeirenses como “pouco” sucesso, enquanto os adversários roem os cotovelos de inveja da gente.

E o Abel?

Esse é um caso à parte. Nascido para brilhar no Palmeiras, um amigo – claro, também palmeirense – definiu-o bem: Abel parece gostar de viver como azarão. Como o treinador que precisa estar desacreditado para buscar forças e se superar. Que precisa do conflito e confronto para crescer. Quando é favorito, parece que tem uma tendência quase inconsciente e natural de fazer merda. Para depois, na posição de “não favorito” se erguer das cinzas. Cabeça fria e coração quente!

Foi assim contra o River Plate em 2020. Contra o Galo e Flamengo em 2021. Contra o Botafogo em 2023 no Brasileiro.

Contra a LDU e agora o Fluminense em 2026.

Enquanto isso, o palmeirense vai tendo que aumentar a dose de checkup com seu médico. Porque não há coração que aguente.

Então vamos pra mais uma final

Que seja contra quem for, Montevideo vai virar verde novamente. Que os bons ventos de 27 de novembro de 2021 soprem novamente cinco anos e um dia depois.

Nos vemos lá!

Saudações emocionadas alviverdes!

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