Arbitragem de Esteban Ostojich Palmeiras (5)0x1(3) Fluminense

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS (5)0x1(3) FLUMINENSE  

Copa Libertadores da América 2026 – Semifinais jogo de volta

  • Árbitro principal: Esteban Ostojich (Uruguai)
  • Árbitro assistente 1: Martin Soppi (Uruguai)
  • Árbitro assistente 2: Horácio Ferreiro (Uruguai)
  • Quarto árbitro: Alberto Feres (Uruguai)
  • Andrés Cunha (Uruguai)

Árbitro

Árbitro uruguaio de 44 anos (12/04/1982), nascido em São José de Mayo, iniciou sua carreira na principal divisão do Uruguai em 2013 e foi promovido a árbitro internacional em 2016. O jogo desta noite de quarta-feira no Nubank Parque foi o 6º na atual competição, mostrando 38 cartões amarelos e um vermelho pelo segundo amarelo, não assinalando nenhuma penalidade máxima. O último jogo do Palmeiras na Libertadores foi em 2024, na derrota por 2×1 para o Botafogo no RJ.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Não tivemos nenhuma polêmica relevante no jogo.

Trabalho de campo

O jogo facilitou muito a arbitragem. Até os 82 minutos, foi um jogo mais morno que sopa da Legião da Boa Vontade, sem grandes atrativos e sem disputas mais acirradas. Depois do gol, começou a ficar mais disputado, com o Palmeiras querendo o empate e o Fluminense querendo e conseguindo levar para os penais. E aí os jogadores começaram a cair, demoravam para repor a bola em jogo, mas nada muito acintoso. Nas interpretações do árbitro, desde o início, notou-se que não iria marcar falta por qualquer contato, trombada ou simulação. Jogador tem que ter esta percepção, sobre qual vai ser o estilo de arbitragem. Entretanto, aparentemente, o jogador brasileiro com raras exceções  não tem este tipo de cognição. Alguns, mesmo vendo que o jogo será disputado sem muitas interrupções, insistem em usar deste artifício. Neste panorama, usou de uma qualidade que cobramos amiúde dos árbitros brasileiros: CRITÉRIO!

AVALIAÇÃO: 8,5

Disciplina

Foram assinaladas 24 faltas no total, 11 contra o Palmeiras e 13 contra o Fluminense, mostrando três cartões amarelos. Para Barboza e Árias do Palmeiras e Hercules do Fluminense. O cartão para Barboza era “pedra cantada”, pois no primeiro tempo fez uma falta acima do normal e foi advertido verbalmente e no segundo tempo fez falta e foi punido. Árias impediu um ataque promissor e Hercules por atitude temerária. No restante, disciplinarmente, levou o jogo com tranquilidade.

AVALIAÇÃO: 8,5

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo: 3 minutos
  • 2º tempo: 5 minutos

Nos dois períodos tivemos parada para hidratação, portanto, na realidade não tivemos acréscimos no primeiro tempo e apenas dois minutos no segundo tempo. Observar que no primeiro tempo houve parada para atendimento e substituição do defensor Milan do Fluminense.

  • Tempo total de jogo: 98’07
  • Bola Rolando: 62’14
  • Paradas de jogo: 85
  • Posse de bola: 50% para cada equipe

Pode-se observar que o jogo teve pouquíssimas interrupções e desta maneira o tempo de bola rolando foi maior que o tempo mínimo exigido pela FIFA. Poderia ser maior se os acréscimos fossem mais generosos, mas é praxe dos árbitros sul americanos (exceto os brasileiros) dar muito tempo de acréscimos. (*)

AVALIAÇÃO: 8,0

Assistentes

Tiveram pouco trabalho, assinalando somente dois impedimentos do Palmeiras, um em cada tempo. No restante, se limitaram a informar saída de bola.

VAR

Não foi chamado a intervir. Como dissemos acima, foi um jogo sem polêmicas.

Conclusão

Uma arbitragem muito acima da média que estamos habituados a ver em nossos campos

AVALIAÇÃO FINAL: 8,4

(*) Vamos fazer um esclarecimento sobre as regras que foram introduzidas este ano. Foi determinado que o jogador quando recebe atendimento médico dentro de campo, deve ficar um minuto fora para o retorno, e se for substituído, o substituto deve permanecer este minuto para adentrar ao campo. Ontem isto não ocorreu na substituição do jogador Milan do Fluminense. Esta situação está prevista nas determinações. Quando o árbitro julga que realmente houve a contusão e esta não objetiva retardamento de jogo, tem a prerrogativa de abdicar desta punição. Foi a decisão dele nesta situação.

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