Arbitragem de Jesus Noel Valenzuela Palmeiras 1×0 LDU

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 1×0 LDU

Copa Libertadores da América – 4as de final – partida 1

  • Árbitro: Jesús Noel Valenzuela Sáez (VEN)
  • Árbitro assistente 1: Jorge Urrego (VEN)
  • Árbitro assistente 2: Tulio Moreno (VEN)
  • Quarto árbitro: Yender Herrera (VEN)
  • VAR: Juan Soto (VEN)

Árbitro

Árbitro venezuelano da cidade Portuguesa, nascido em 24/11/1983 (42 anos), FIFA desde 2013, foi convocado para a Copa do Mundo 2026 onde apitou quatro partidas, inclusive França x Inglaterra. Nesta Libertadores apitou até aqui quatro jogos, mostrando 16 cartões amarelos e um vermelho direto. Não assinalou nenhuma penalidade máxima.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Tivemos apenas um lance polêmico no jogo, se é que podemos chama-lo assim. Jogada em velocidade entre Jhon Árias e um defensor do clube visitante, houve o choque entre eles e o palmeirense poderia continuar a jogada, mas preferiu tentar cavar uma penalidade. O árbitro não se iludiu com a queda cinematográfica do atacante. Nada a marcar

Trabalho de campo

Não apresentou o mesmo critério em suas interpretações nos lances da partida. Somente para citar um dos casos, falta em Flaco López, em que estava inclinado para a frente, sofreu um empurrão e caiu de costas. Neste lance foi interpretado como normal. Posteriormente, jogadas semelhantes foram punidas.

Nesta falta não assinalada sobre Flaco, na sequência o time equatoriano concretizou um ataque com muito perigo. Porém no cômputo geral fez uma razoável arbitragem na parte técnica. Chamou a atenção a disposição para impedir o retardamento de jogo da equipe visitante. Mesmo com toda estas providências, o tempo de bola rolando foi muito curto, com somente 50% de aproveitamento do tempo total.

AVALIAÇÃO: 6,5

Disciplina

Foram marcadas 34 faltas no total. 12 contra o Palmeiras e 22 contra a LDU, mostrando 7 cartões amarelos, 3 para jogadores do Palmeiras e 4 para jogadores do time visitante. Neste quesito deixou a desejar, permitindo que a equipe equatoriana usasse do recurso de faltas contínuas, sem tomar qualquer atitude mais enérgica para coibir este antijogo. Como dissertamos em outra matéria, a persistência em burlar a regra do jogo deve ser punida disciplinarmente e não o foi. Resumindo, deixou bater à vontade.

AVALIAÇÃO: 5,5

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 3 minutos
  • 2º tempo 4 minutos

Sabemos que os árbitros sul-americanos são muito econômicos nos acréscimos, mas estes foram um acinte ao bom senso. Em ambos os períodos tivemos parada para hidratação de 3 minutos cada. Então no primeiro tempo não tivemos nenhum minuto de acréscimo e no segundo, com as substituições, caídas rápidas de jogadores equatorianos, mesmo se levantando após o árbitro chamar atenção para o tempo fora por atendimento, houve um tempo consumido. E mesmo assim foi dado apenas um minuto de acréscimo, tendo havido quatro substituições e 114 paradas de jogo (*).

  • Tempo total de jogo: 97’56
  • Bola Rolando: 50’01
  • Paradas de jogo: 114
  • Posse de bola: Palmeiras 61% x LDU 39%

AVALIAÇÃO: 5,0

Assistentes

Foram assinalados 4 impedimentos, 3 do Palmeiras e 1 do LDU e não tiveram maiores dificuldades em exercer suas funções

VAR

Não houve lance que necessitasse da intervenção do VAR, exceto como de praxe no gol.

Conclusão

Conforme dissemos, para um árbitro de Copa do Mundo não podemos dizer que foi uma arbitragem desastrosa, mas abaixo da capacidade de alguém com esta qualificação.

AVALIAÇÃO FINAL: 6,0

(*) A FIFA precisa aprimorar estas determinações de reposição de bola em jogo. Nos laterais os jogadores se encaminham vagarosamente para a reposição, depois resolvem deixar para o companheiro, e o tempo começa a contar somente após estar com a bola na mão e o árbitro, de maneira geral, só depois de algum lapso de tempo começa a contagem. A mesma situação se aplica aos tiros de meta ou laterais. Deveria ser um tempo exequível à saída de bola, como por exemplo, 15 segundos para repor a bola em jogo. Da mesma forma para cobrança de faltas, impedimentos e escanteios. Outro detalhe que estamos percebendo: o jogador cai, o árbitro vai verificar se quer atendimento, o jogador não quer, o árbitro vira as costas para reiniciar o jogo, e o canastrão se levanta e sai andando normalmente. Esta atitude antidesportiva deveria ser punida como simulação e passível de amarelo. Os árbitros precisariam ser orientados sobre estas situações e cobrados. Apenas desta forma conseguiríamos mais que somente 50% de bola em jogo.

***

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Comments (1)

  1. Ronaldo Ramires

    achei que foi razoável, bem melhor que a média dos árbitros brasileiros.

    Nota: 6,5

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