Palmeiras 4×1 Junior Barranquilla: arbitragem de Cristian Garay

Crédito: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 4×1 JUNIOR BARRANQUILLA

COMPETIÇÃO TAÇA LIBERTADORES 2026 – R6

RODADA – FASE DE GRUPOS

  • Árbitro: Cristian Garay (CHI)
  • Auxiliares: José Retamal (CHI) e Miguel Rocha (CHI)
  • VAR: Rodrigo Carvajal (CHI)

Árbitro

Árbitro chileno de Macul, nascido em 08/04/1989 (37 anos), promovido a árbitro internacional FIFA em 2019. No corrente campeonato, foi o 4º jogo arbitrado, mostrando 19 cartões amarelos e dois vermelhos diretos, assinalando uma penalidade máxima confirmada. Foi o terceiro jogo do Palmeiras arbitrado por ele nesta competição.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Tivemos dois lances polêmicos no jogo, ambos por penalidades máximas assinaladas.

1) Pênalti contra o Palmeiras. Corrigido pelo VAR. Claramente o defensor deu um carrinho e atingiu a bola pelo meio das pernas do atacante e a bola saiu limpa para escanteio. O árbitro marcou pênalti. Única hipótese para a marcação desta infração seria pelo árbitro estar longe do lance, e estar com a visão encoberta no momento do toque na bola, interpretando que o jogador colombiano tinha sido tocado. Seria um pênalti marcado por exame de corpo de delito.

2) Pênalti a favor do Palmeiras em Emiliano Martinez. Nesta situação o árbitro estava próximo ao lance e assinalou a falta. Foi chamado ao VAR e anulou sua decisão. Se o jogador, quando penetrou na área e foi agarrado, se caísse, o pênalti teria se configurado, mesmo sem muita força. Todavia, Emi Martinez continuou na jogada e foi um tal de segura aqui, solta ali, segura de novo. Na minha ótica, não houve pênalti também.        

Trabalho de campo

Vamos resumir, com um marcador elástico como este, o árbitro não teve influência no resultado final. Teria influído se algum dos pênaltis mal assinalados fosse concretizado… como não foi.

Mas isto não significa que fez uma boa arbitragem. Teve mais sorte que juízo (ou técnica e capacidade). Como está sendo a tendência atual de arbitragem na América do Sul, de querer calcar o entendimento das regras como os árbitros europeus, de deixar o jogo correr, sem picotar muito, deixando de marcar faltas com baixa intensidade, este árbitro quis adotar esta linha de trabalho, porém, se atrapalhou todo. Faltas semelhantes ora punia, ora deixava passar, inclusive faltas grosseiras, perigosas, deixava correr. Sua sorte, foi que ambas equipes entraram em campo com o firme propósito de jogar futebol e não houve jogadas violentas, retardamento de jogo, reclamações acintosas, etc.

Tem um excelente preparo físico, está quase sempre próximo da jogada (exceto no pênalti acima discorrido).

AVALIAÇÃO: 6,5

Disciplina

Assinalou 16 faltas no total, quatro contra o Palmeiras e 12 contra o Junior, mostrando três cartões amarelos para a equipe colombiana. Como dissemos anteriormente, foi um jogo bem disciplinado.

AVALIAÇÃO: 7,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 3 minutos
  • 2º tempo 4 minutos

Se considerarmos que houve tempo para hidratação em ambos os períodos, a rigor tivemos somente 1 minuto no primeiro tempo e 2 minutos no segundo tempo. Normalmente os árbitros sul americanos (exceto os brasileiros) não costumam prolongar os acréscimos.

  • Tempo total de jogo: 97’19
  • Bola Rolando: 56’00
  • Paradas de jogo: 89
  • Posse de bola: Palmeiras 49% – Junior Barranquilla 51%

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Assinalaram somente 1 impedimento da equipe visitante e no restante se limitaram a informar bola fora de jogo.

VAR

Foi assertivo na revisão dos dois tiros penais assinalados.

Conclusão

Foi uma arbitragem confusa, com altos e baixos. Interpretações de faltas sem critério algum. Em seu livro de regras não deve ter uma específica que fala sobre empurrões pelas costas, que deve ser punido com Tiro Livre Direto. Ocorreram vários lances deste tipo e nenhum foi punido.

AVALIAÇÃO: 6,6

***

Leia mais

Leave a Reply