Arbitragem de Rafael Rodrigo Klein Fortaleza 3×2 Palmeiras

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

FORTALEZA 3 X 2 PALMEIRAS

COPA DO BRASIL 2026 – 8ª DE FINAL – JOGO DE VOLTA

Placar agregado Palmeiras (classificado) 5 x 3 Fortaleza

  • Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
  • Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires (GO)
  • Árbitro Assistente 2: Thiaggo Americano Labes (SC)
  • Quarto Árbitro: Leonardo Willers Lorenzatto (MT)
  • VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho (RJ)

Árbitro

Árbitro gaúcho de Poço das Antas, nascido em 28/03/1990 (36), promovido ao quadro FIFA em 2024, depois de muito boa participação no Brasileiro de 2023. O jogo desta noite de quarta-feira em Cuiabá foi o terceiro nesta disputa deste ano, mostrando somente cinco cartões amarelos.  

Análise Técnica

Lances polêmicos

1) Falta acima do tom sobre Flaco López, quando o árbitro estava muito próximo do lance, deixou seguir e na sequência saiu o segundo gol do Fortaleza. Estava muito próximo da ocorrência e nada assinalou. Os árbitros brasileiros invés de apitar o “feijão com arroz”, querem inventar, fazer o que não sabem e apitar como os árbitros europeus e não têm capacidade para este tipo de trabalho, mesmo porque aqui não temos a cultura de deixar o jogo correr. Aí acontece lances bizarros que não são marcados e se perdem no andamento do jogo. Posteriormente a esta interpretação, duas faltas mais leves sobre Flaco López, uma sobre Arias e uma sobre Fuentes do Fortaleza, foram punidas.

2) Vamos aglutinar dois lances reclamados pelo time cearense: falta em Pierre antecedendo o primeiro gol do Palmeiras e pênalti de Giay já nos acréscimos. Nada ilegal ocorreu. Na jogada do gol, quando o defensor sentiu o atacante encostar em suas costas, desabou no chão e no pênalti reclamado, o defensor sequer tocou no atacante.

Trabalho de campo

Conforme dissemos acima, fez jogos consistentes em 2023, que o elevaram a árbitro internacional. Após ostentar o escudo do ponto alto da carreira, desandou a fazer jogos bem fracos tecnicamente, e o jogo desta noite na Arena Pantanal não foi diferente. Inverteu faltas, se posicionou mal em campo – em uma bola cruzada na área de defesa do Palmeiras precisou fazer um contorcionismo para a bola não bater nele; e em um ataque também da equipe palmeirense que se desenhava promissor, a bola se chocou com seu corpo, mostrando falha de movimentação e posicionamento. Com o aumento de massa muscular adquirida após sua ascensão, percebe-se que perdeu a agilidade em acompanhar jogadas mais rápidas.

AVALIAÇÃO: 5,5

Disciplina

Assinalou 20 faltas durante o jogo, 12 contra o time cearense e oito contra o time paulista. Mostrou apenas um cartão amarelo para o jogador Mailton, por empurrar Flaco López. Neste cartão escancarou-se a falta de critério do árbitro, onde o empurrão foi mais sutil que o antecedente ao segundo gol do Fortaleza. Pode alegar que impediu um ataque promissor, mas nem esta desculpa cabe, pois era uma jogada isolada e a defesa estava bem postada. Não teve autoridade para se safar das rodinhas de jogadores, de ambos os times, nas revisões do VAR e nas reclamações do suposto pênalti acima mencionado.

AVALIAÇÃO: 6,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 5 minutos
  • 2º tempo: 3 minutos + 1 minuto

Foi muito conservador na concessão de acréscimos. No primeiro tempo tivemos duas paradas para o VAR e no segundo tempo as substituições e atendimento médico não foram bem compensadas.

  • Tempo total de jogo: 99’15
  • Bola Rolando: 55’00
  • Paradas de jogo: 96
  • Posse de bola: Fortaleza 43% – Palmeiras 57%

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Assinalaram somente um impedimento da equipe cearense e se limitaram a informar saída de bola do campo e substituições. Um detalhe que está chamando a atenção: os assistentes no afã de se posicionarem na linha de impedimento não estão observando os goleiros, de forma geral, saindo com a bola nas mãos, fora da área de meta, em reposições de bola em disputa, onde teríamos situação passível de Tiro Livre Direto.

VAR

Validou o gol de Flaco López, não identificando impedimento ou falta no andamento da jogada.

Em outro lance deveria chamar o árbitro para rever no monitor a origem do segundo gol do Fortaleza. Ou, se o fez, o árbitro recusou a chamada, visto que, mesmo errado, ser lance interpretativo.

Conclusão

Só podemos dizer que foi um trabalho dentro da média da arbitragem brasileira:  medíocre, para um quem iniciou a carreira de maneira muito promissora.

AVALIAÇÃO FINAL: 5,8

***

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Comments (1)

  1. Ronaldo Ramires

    Um erro grave da arbitragem/VAR nos custou a derrota.

    Nota: 4,0

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