Arbitragem de Davi de Oliveira Lacerda em SEP 0x0 INT
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 0X0 INTERNACIONAL PORTO ALEGRE
COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 22ª RODADA
- Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
- Árbitro Assistente 1: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE)
- Árbitro Assistente 2: Douglas Pagung (ES)
- Quarto Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)
- VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)
Árbitro
Árbitro capixaba, natural da cidade de Serra (ES), nascido em 06/12/1995 (30 anos). Estreou na série A do Brasileiro em 2023. No atual Campeonato foi o seu 17º jogo arbitrado, mostrando 97 cartões amarelos, 8 vermelhos (um pelo 2º amarelo e 7 diretos), assinalando uma penalidade máxima.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Não tivemos lances polêmicos no jogo, tipo pênalti marcado ou não, gol anulado ou marcado irregular. Isto poderia significar que não teve influência no resultado do jogo, como efetivamente não teve. Todavia ….
Trabalho de campo
O time gaúcho claramente veio a São Paulo em busca de um ponto, e com menos de dois minutos de jogo iniciou-se o retardamento pelo goleiro Matheus Cunha. Somente em tiros de meta no primeiro tempo a média de demora foi de 24 segundos em cada cobrança, e no tempo total, 25 segundos cada. Chamou a atenção, sob as vistas complacentes da arbitragem, que este jogador em cada tiro de meta ao invés de pegar uma das duas bolas que ficam à disposição ao lado das traves, fazia questão de ir buscar a bola que tinha sido chutada para fora, às vezes com 30 metros de distância e, claro, com a maior morosidade possível. Neste quesito, o árbitro foi muito permissivo. Não entendemos ainda porque que a CBF não adotou as novas regras, visto teoricamente já estar em vigor. Ainda não é o ideal. Vamos torcer que a ideia da Premier League funcione e acrescente mais uma dificuldade para inibir a chamada “cera” praticada, principalmente em nosso continente, que é quando o goleiro pedir atendimento médico, um jogador indicado pela sua equipe fique alijado do jogo por um minuto (se a comissão técnica não determinar o jogador, o capitão é retirado pelo tempo determinado).
Com relação ao jogo, dissemos na partida de quarta-feira passada, que os árbitros brasileiros querem apitar como os europeus, entretanto, nas escolas de arbitragem de futebol espalhadas pelo País, não tem e não adotam esta filosofia de deixar o jogo correr. Assim os profissionais brasileiros querem imitar e acabam se perdendo no personagem. Este jogo, como o anterior e alguns outros que temos assistidos, acabam metendo os pés pelas mãos, e deixando de marcar faltas bizarras e em compensação, punem outras que são disputa por espaços, jogadores simulando, etc. Portanto o árbitro não teve influência no marcador, mas foi conivente com o retardamento praticado e isto esfriou e enervou o time que queria jogar e ganhar o jogo. Só pra ficar em um exemplo, a regra de oito segundos para reposição de bola em disputa pelo goleiro é solenemente ignorada ou retardada ao máximo o inicio da contagem para a reversão em escanteio
AVALIAÇÃO: 6,0
Disciplina
Assinalou 28 faltas, 12 contra o Palmeiras e 16 contra o Internacional, mostrando quatro cartões amarelos, um para o jogador Murilo e três para o Inter – Pedrinho, Matheus Cunha e Aguirre. Voltamos a insistir que foi conivente com o retardamento praticado pela equipe do Sul, não só do goleiro, mas em todas reposições de bola. Esta conivência praticada pelos árbitros brasileiros carrega uma dúvida: seria incapacidade, orientação superior, ou acomodamento do profissional, pois, como apontamos amiúde, praticam a máxima de “bola parada é a favor da arbitragem”.
Outro detalhe da nossa arbitragem é não punir simulação de contusão. O jogador fica rolando no chão como se tivesse sido atingido por um taco de beisebol; fica deitado, entra a equipe médica e o canastrão, sai andando devagar e chega na linha lateral, milagrosamente esta apto a voltar para o jogo e o crédulo Frei Capuchinho, fantasiado de árbitro autoriza, quando a letra da regra diz que toda simulação deve ser punida com cartão amarelo. Quanto tempo não vemos qualquer punição por simulação? Eu não lembro da última.
AVALIAÇÃO: 5,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 3 minutos
- 2º tempo: 7 + 2
Com o retardamento e simulações de contusão, tanto na primeira etapa como na segunda, foi um tempo de acréscimo muito baixo.
- Tempo total de jogo: 102’05
- Bola Rolando: 55’26
- Paradas de jogo: 103
- Posse de bola: Palmeiras 62% x Internacional 38%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
Assinalaram quatro impedimentos, dois para cada equipe. O Assistente número 2 não mostrou muita segurança em seu trabalho, e esperava sempre a indicação do árbitro para informar o lado a quem pertencia a reposição de bola.
VAR
Aparentemente não foi acionado durante o jogo, ao menos, não claramente.
Conclusão
Já havíamos analisado este árbitro anteriormente e mostrou trabalhos bem melhores que desta tarde/noite de domingo no Nubank Parque. Esperemos que tenha sido uma jornada infeliz, pois trata-se de um dos bons árbitros da nova safra,
AVALIAÇÃO: 5,6

***