Arbitragem de João Vitor Gobi Mirassol 1×1 Palmeiras

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

Mirassol 1 x 1 PALMEIRAS

COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 25ª RODADA

  • Árbitro: João Vitor Gobi (SP)
  • Assistente 1: Evandro de Melo Lima (SP)
  • Assistente 2: Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
  • Quarto árbitro: Roger Goulart (SP)
  • VAR: Ilbert Estevam da Silva (SP)

Árbitro

Paulista, de 30 anos, nascido em 21/11/1995, iniciou sua trajetória na FPF – Federação Paulista de Futebol em 2023. O jogo desta tarde/noite de domingo em Mirassol foi o 7º no corrente campeonato, mostrando 19 cartões amarelos e um vermelho pelo segundo amarelo (neste jogo). É bem conceituado na FPF e CBF. Estava cotado para ser FIFA em 2025 e foi preterido por Matheus Candançã. Como temos dois árbitros FIFA’s de SP em fase de jubilamento, grandes possibilidades de ser promovido a árbitro internacional no próximo ano.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Tivemos dois lances polêmicos neste jogo, que tentaremos retratá-los abaixo:

1) Gol anulado do Mirassol, que seria o segundo, anulado por impedimento muito ajustado. O atacante estava com os joelhos a frente, conforme detectado pelo impedimento eletrônico. Se a eletrônica captou o impedimento, nada a contestar, na atual situação. Mas convenhamos, que o objetivo do futebol é o gol e anular por minucias, é um tanto quanto controverso. Existe um estudo para mudar esta situação, que o atacante somente estará em impedimento se estiver totalmente à frente. A Internacional Board está postergando esta mudança. O futebol do Reino Unido é contra esta alteração.

2) Pênalti de Giay, anulado. O lance foi exaustivamente repetido, até o árbitro tomar a decisão de ir ao monitor revisar e anular. Pelos ângulos mostrados pela TV, em um deles o defensor tira primeiro a bola e posteriormente há o choque da perna do atacante com Giay. Por um outro ângulo, visto por trás, primeiro ocorre o choque da perna do defensor com o atacante, que seria caracterizado como tiro penal. Provavelmente a decisão foi baseada na câmera frontal que mostra claramente a bola sendo tocada antes do choque, que aí se configura choque de jogo e, portanto, nada a marcar

Trabalho de campo

Vamos combinar que foi um jogo muito fraco e ruim. Com um time jogando como se fosse o último jogo da vida e outro time achando que estava em um desfile de 7 de setembro; jogo comandado por um árbitro tão ruim ou pior que o jogo. Corre muito e não enxerga nada. Inverteu faltas, deixou de marcar infrações até passiveis de cartão amarelo. À sua frente deixou de marcar uma gravata em Felipe Anderson, à entrada da área. Marcava faltas inexistentes e deixava de marcar outras claras.

Sabemos que a atual comissão de arbitragem da CBF exige que os árbitros deixem o jogo correr mais livres e assim aumentar o tempo de bola rolando. Mas existe um paradoxo nesta orientação, se os árbitros não cumprirem as novas determinações de reposição de bola em jogo. Observamos que os árbitros têm muita resistência em aplicá-las. Neste jogo mesmo, em uma substituição de Eduardo, este jogador saiu lentamente de campo, levando bem mais tempo que o estabelecido e o árbitro não obrigou o substituto a aguardar um minuto, como fez Bruno Arleo no jogo da Copa do Brasil quarta feira com Vitor Roque.

Conforme previmos na matéria de explanação das novas determinações (https://3vv.com.br/novo/alteracoes-nas-regras-de-futebol-para-2026/) com os árbitros refugando a sua aplicação efetiva, servirá apenas para encher linguiça no livro de regras, assim com os 8 segundos para o goleiro repor a bola em jogo.

AVALIAÇÃO: 5,0

Disciplina

Assinalou 27 faltas durante o jogo, 16 contra o time da casa e 11 contra a equipe da capital e mostrou quatro cartões amarelos, dois para cada equipe. Mostrou um segundo amarelo para o jogador Arthur do Palmeiras. O segundo cartão foi justo, mas o primeiro, houve faltas mais graves (por exemplo uma sobre Vitor Roque) que foram contemporizadas e a falta para este cartão foi intempestiva, sem a menor necessidade, pelos critérios adotados em jogadas anteriores.

AVALIAÇÃO: 4,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 5 minutos
  • 2º tempo: 10 minutos.

No primeiro tempo como houve pausa para reidratação, na realidade foram dois minutos e no segundo tempo, com a eternidade para o VAR chamar o árbitro ao monitor, mais as substituições, entrada de maca, etc. foi fora dos padrões de acréscimos dos árbitros brasileiros e principalmente sul-americanos.

  • Tempo total de jogo: 104’48
  • Bola Rolando: 60’48
  • Paradas de jogo: 100
  • Posse de bola: Mirassol 48 % – Palmeiras 52%

AVALIAÇÃO: 7,0

Assistentes

Trabalho normal, assinalando somente um impedimento e saídas de bola. O Assistente número 2 poderia ter assinalado a falta sobre Felipe Anderson à sua frente. Mas por ignorar qual o plano de trabalho traçado entre a equipe de campo, não podemos emitir uma opinião mais assertiva.

VAR

Vamos iniciar com uma informação… este VAR foi o mesmo que no ano passado não chamou para revisão no pênalti reclamado no jogo contra o São Paulo, que inclusive resultou em uma punição. Neste jogo, revisou o impedimento no gol anulado e chamou o árbitro para rever o pênalti assinalado e cancelado posteriormente.

Conclusão

Já assistimos inúmeros jogos arbitrados por este profissional. É um arbitro fraco tanto técnica como disciplinarmente, todavia, bem conceituado na Federação Paulista, que transfere este prestígio para a Comissão de Arbitragem da CBF. Foi um jogo que tinha todos os ingredientes para ser tranquilo, mas com sua insegurança, tornou-o bem mais difícil que merecia.

AVALIAÇÃO FINAL: 5,0

***

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Comments (1)

  1. Ronaldo Ramires

    Eu ia perguntar de onde saiu esse ser mas, você Oiti nosso expert em arbitragem respondeu no seu post, só poderia sair da FPF mesmo que tralha meu amigo que tralha.

    Nota: 4,5

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