Arbitragem de Davi de Oliveira Lacerda Santos 0x0 Palmeiras
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
Santos 0 x 0 PALMEIRAS
COMPETIÇÃO COPA DO BRASIL 2026 – 8ª FINAL – JOGO DE VOLTA
- Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
- Assistente 1: Guilherme Dias Camilo (MG)
- Assistente 2: Neuza Inês Back (SP)
- Quarto árbitro: André Luiz Skettino Policarpo Bento (MG)
- VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)
Árbitro
Árbitro capixaba, natural de Serra (ES), nascido em 06/12/1995 (30 anos), estreou na Série A do Brasileiro em 2023 e vem colecionando bons trabalhos no Campeonato Brasileiro. Tem grandes chances de ser promovido a árbitro internacional na primeira oportunidade, já que dois árbitros paulistas da FIFA estão em fase de jubilamento. Nesta edição da Copa do Brasil, atuou pela 4ª vez, mostrando 26 cartões amarelos.
Análise Técnica
Lances polêmicos
No lance que poderíamos chamar de polêmico, na disputa de bola de Giay, reclamou-se pênalti. Mas não houve qualquer irregularidade na jogada: foi mera disputa por espaço, e o jogador do Palmeiras se desequilibrou. Nada a marcar.
Trabalho de campo
Foi uma boa arbitragem: o árbitro usou e manteve o mesmo critério para os lances de falta — algo que sempre cobramos da arbitragem brasileira, já que a falta desse predicado é recorrente entre nossos profissionais do apito. Não se envolveu nas reclamações dos jogadores nem no barulho da torcida e não teve qualquer interferência no resultado final da partida.
AVALIAÇÃO: 8,0
Disciplina
Assinalou 31 faltas durante o jogo — 14 contra o Santos e 17 contra o Palmeiras — mostrando 8 cartões amarelos, 4 para cada equipe. O mesmo critério que apresentou nas interpretações técnicas faltou na parte disciplinar. Vamos a um exemplo prático: no cartão para Giay, sinalizou que não foi pela última falta em si, mas pelo conjunto da obra, pela persistência em burlar as regras. Até aqui, é plenamente aceitável, desde que o critério fosse mantido. Porém, a falta de Giay que originou a punição foi apenas a terceira dele, enquanto, no transcorrer do jogo, Luan Peres cometeu 5 faltas e Maurício, 3. Por que somente uma persistência foi punida?
Gabriel Barbosa, no momento em que seria substituído, em uma jogada com o próprio Giay, chutou perto do rosto dele, passando a centímetros — e o árbitro puniu apenas com cartão amarelo, pela atitude antidesportiva, e não pela tentativa de agressão, que, se acertasse o rosto, poderia tirar o colega de trabalho de campo por muito tempo. A interrupção de um ataque promissor do Flaco López, por ser considerada disputa segura, não foi punida; Maurício, por atitude temerária, também não; Vitor Roque sofreu falta acima do normal e recebeu apenas a punição técnica. Com menos de 1 minuto de jogo, o árbitro puniu Felipe Anderson por entrada em Neymar e, no mesmo lance, puniu Escobar por dar sequência após a interrupção do jogo.
Esperava-se que o árbitro mantivesse o critério disciplinar, mas isso não aconteceu. Ressaltamos sempre, em conversas, palestras e aulas de arbitragem de futebol, que um cartão pode fazer o árbitro ganhar ou perder um jogo na parte disciplinar. Nesta partida, se ele tivesse mantido a rigidez do primeiro momento, provavelmente o jogo não terminaria com os 22 jogadores em campo.
AVALIAÇÃO: 5,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 3 minutos
- 2º tempo: 3 minutos
Como uma das equipes precisava reverter um placar elástico e teve maior posse de bola, o jogo não teve grandes retardamentos; e, no segundo tempo, com a classificação já assegurada e impossível de ser revertida, o tempo correu bem. Não esqueçamos da final da Copa do Brasil de 2015, entre estas mesmas equipes: o árbitro Heber Roberto Lopes, sabendo que o jogo iria para os pênaltis, encerrou a partida exatamente aos 90 minutos, sem um segundo de acréscimo. Portanto, o árbitro agiu de forma correta ao manter curto o tempo acrescido.
Os árbitros continuam desprezando o tempo-limite para reposição de bola em jogo, tanto em laterais quanto em tiros de meta e saídas de bola do goleiro após uma defesa. Uma medida que tem dado resultado, dentro dessas novas determinações, é a penalização das simulações de contusão do goleiro após uma defesa, com a retirada de um jogador de linha, já que o goleiro tem presença obrigatória no jogo. Em nossa opinião, porém, a interrupção de jogo por contusão ou simulação deveria valer mais: 1 minuto é um tempo muito conservador.
- Tempo total de jogo: 95’55
- Bola rolando: 62’05
- Paradas de jogo: 103
- Posse de bola: Santos 64% – Palmeiras 36%
AVALIAÇÃO: 8,0
Assistentes
Houve somente 1 impedimento durante o jogo; no restante, foram apenas sinalizações de bola fora de jogo. O Assistente 1 teve mais trabalho para conter os bancos das comissões técnicas.
VAR
Não foi chamado a intervir. O lance citado acima como polêmico foi muito claro, sem necessidade de qualquer ação de sua parte.
Conclusão
É um árbitro de futuro. Se chegar a árbitro internacional, esperamos que não seja picado pela mosca da mediocridade, como aconteceu com os três últimos promovidos, que, depois de trabalhos consistentes, caíram na vala comum da arbitragem brasileira.
AVALIAÇÃO FINAL: 6,8

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Comments (1)
Ronaldo Ramires
Arbitragem do Davi Lacerda foi fraca para não dizer ruim, teve lances de faltas de no mínimo para cartão amarelo como por exemplo: a do jogador Arão do Santos sobre o Kelvin da SEP que era no mínimo para amarelo e ele nem deu nada, falta na entrada da grande área no jogador do Palmeiras Felipe Anderson também não deu nada.
Nota: 5,5