Para onde está indo o futebol ?
Por Marcos “Lúcido” Donato
Nesta semana, nos deparamos com duas situações extremamente alarmantes.
- um menino de 10 anos sendo hostilizado, por ter pedido a camisa de um ídolo, que “cometeu o crime” de jogar em um clube rival.
- o julgamento de um elemento que assassinou a esposa, por conta de uma partida de futebol.
Lamentavelmente, não são fatos isolados. Já tivemos, nos últimos tempos, diversos eventos de violência extrema, chegando ao ponto de se impor torcida única nos clássicos paulistas. Outra constatação assustadora, é o significativo aumento dos níveis de violência doméstica após os jogos – situação muito séria, mas que, infelizmente, é tratada como piada de mau gosto pelo presidente da república.
A meu ver, os meios de comunicação também contribuem com a proliferação da violência desenfreada. Seja na mídia tradicional (ex. Neto e Mauro Cezar Pereira) ou nas mídias clubistas – as tais lives. É um festival de uso de linguagem agressiva, ofensas, falta de educação e toda sorte de estímulos à barbárie.
O mais assustador é que esse ambiente não fica somente restrito ao futebol. Ultimamente, tem sido comum vermos estudantes de universidade de renome, sendo solidários com grupos terroristas, órgãos internacionais relativizando crimes bárbaros e “intelectuais” tentando justificar situações injustificáveis.
O ser humano parece ter perdido a capacidade de conviver com opiniões e gostos diferentes. Ou talvez, nunca teve essa capacidade. Não tenho competência para responder essas questões filosóficas.
A única coisa que arrisco palpitar, é que a solução para esse nível de intolerância em que vivemos, vai depender do empenho de cada um. Tomo a liberdade de reproduzir aqui, um provérbio do filósofo Confúcio
“Para haver paz no mundo, as nações devem estar em harmonia. Para haver harmonia nas nações, as cidades devem estar em paz. Para haver paz nas cidades, os vizinhos devem se entender. Para haver entendimento entre os vizinhos, os lares devem estar em harmonia. E, para haver harmonia no lar, deve haver paz no próprio coração.”
As palavras acima , no meu entender, estão repletas de sabedoria.
Enfim, independentemente de ser brasileiro ou estrangeiro, de direita, centro ou esquerda, Palmeirense ou torcedor de outros clubes, se gosta da Leila, do Mustafá ou do Paulo Nobre, se admira ou critica o trabalho do Abel, meu desejo é que cada um encontre a verdadeira paz em seu coração.
Saudações,
***
Comments (2)
Alfredo Carrieri
Boa !!!!
José Luiz
Sensacional e deixo uma sugestão: que ao cumprimentamos possamos desejar “que haja paz em seu coração”.
Um abraço