Arbitragem de Rafael Rodrigo Klein Palmeiras 2×0 São Paulo

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 2×0 SÃO PAULO

COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 27ª RODADA

  • Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
  • Árbitro Assistente 1: Rafael da Silva Alves (RS)
  • Árbitro Assistente 2: Michael Stanislau (RS)
  • Quarto Árbitro: Alisson Sidnei Furtado (TO)
  • VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)

Árbitro

Árbitro gaúcho de Poço das Antas, nascido em 28/03/1990 (36 anos), iniciou na série A do brasileiro no final do ano de 2022 e em 2024 foi promovido a árbitro internacional. No corrente campeonato apitou 19 jogos (70%), mostrando 66 cartões amarelos, sete vermelhos (um pelo segundo amarelo e seis “diretos”), assinalando duas penalidades máximas.

No Brasileiro apitou três jogos do Palmeiras, com duas vitorias e um empate, e ainda um jogo na Copa do Brasil com uma derrota para o Fortaleza. No jogo de empate, contra o Remo, anulou um gol do Palmeiras no final dos acréscimos, de Bruno Fuchs, alegando que a bola havia batido no braço de Flaco Lopez. Esta anulação gerou muitas polêmicas pois a bola resvalou efetivamente, no braço do atacante, todavia, foi totalmente casual.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Não tivemos lances polêmicos no jogo. Os defensores do SPFC reclamaram de falta de Gómez no zagueiro, no primeiro gol, mas foi uma disputa de espaço no alto e o palmeirense levou a melhor. Nada a marcar.

Trabalho de campo

Foi uma arbitragem confusa, com interpretações diferentes para o mesmo tipo de disputa de bola. Deixou de assinalar uma falta sobre Jhon Árias, próximo à linha lateral, que com mais exigência seria até passível de amarelo. Depois em faltas mais leves, assinalava a infração.

Jogador de futebol quando sente a fragilidade de personalidade do árbitro, costumam testá-lo ao limite e quando este não se impõe, vira um doce de padaria, com as abelhas voando ao seu redor. Na expulsão do defensor do São Paulo, Osorio, estava a menos de 10 metros do lance e mostrou somente amarelo. Chamado pelo VAR mudou a cor do cartão para vermelho. Nos primeiros três minutos o SPFC cometeu seis faltas e o árbitro, ignorando a persistência de burlar a regra, assinalava somente punição técnica e várias vezes era somente advertência verbal, que não estava resolvendo; na realidade, falou mais que vendedor de feira do rolo.

Depois do segundo gol e com a fragilidade do time visitante, qualquer esbarrão ou toque contra seus jogadores eram punidos. No início deixou a pancadaria correr solta e depois qualquer disputa era punida e até com cartão amarelo. Causou surpresa, jogador do SPFC caiu na linha lateral, dentro de campo e ficou prostrado, o jogo foi interrompido longo tempo (inclusive com jogadores indo se hidratar), o jogador “contundido” se recuperou e continuou no jogo normalmente. E onde fica a regra atual de interrupção de jogo e um minuto fora? Deixou à vontade as cobranças de laterais, levando mais que o tempo determinado.

AVALIAÇÃO: 5,0

Disciplina

Assinalou 33 faltas no total, 21 contra o Palmeiras e 12 contra o SP. Mostrando cinco cartões amarelos – quatro para jogadores do Palmeiras e um para jogadores do SP. No mínimo, falta de critério também nas punições pois deixou o time visitante bater à vontade no primeiro tempo.

AVALIAÇÃO: 4,5

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo: 5 minutos
  • 2º tempo: 5 minutos

Em ambos os tempos foi muito conservador.

  • Tempo total de jogo: 100’49
  • Bola Rolando: 56’10
  • Paradas de jogo: 103
  • Posse de bola: Palmeiras 57% x São Paulo 43%

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Informaram três impedimentos durante o jogo, dois pelo Assistente 1 e um pelo Assistente 2. Assinalaram as faltas em seu raio de ação.

VAR

Foi assertivo em chamar o árbitro para rever e entrada de Osorio em Piquerez, que se estivesse com o pé apoiado no chão, poderia ter sérias consequências para sua carreira. Foi uma entrada muito forte no tornozelo.

Conclusão

Um árbitro com pequena experiência, foi promovido a árbitro internacional sem ter passado por jogos mais baixos, amassando barro em campos longes, e desta maneira ganhar casca para voos mais altos.

Apesar que em 2023 fez muito boas arbitragens, consistentes, mas somente um ano de série A não oferece rodagem suficiente para voos altos. Como diz um ex árbitro do quadro nacional, com muita propriedade, que o padrinho consegue levar somente até a linha lateral do campo, depois o profissional estará inteiramente por conta de suas habilidades. E o que mais vemos na arbitragem brasileira atualmente são árbitros FIFA onde o padrinho leva somente até a linha lateral.

Infelizmente.   

AVALIAÇÃO FINAL: 5,0

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