Arbitragem de Gustavo Tejera em Palmeiras 1×1 Cerro
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 1×1 CERRO PORTEÑO
COMPETIÇÃO LIBERTADORES 2026 – OITAVAS DE FINAIS – JOGO DE IDA
- Árbitro: Gustavo Tejera (URU)
- Árbitro Assistente 1: Nicolas Taran (URU)
- Árbitro Assistente 2: Carlos Barreiro (URU)
- Quarto Árbitro: Mathias de Armas (URU)
- VAR: Leodan Gonzalez (URU)
Árbitro
Árbitro uruguaio de Montevideo, nascido em 20/01/1988 (38 anos). Árbitro internacional desde 2018, apitou o jogo de ida da fase de grupos do Palmeiras contra o Cerro (1×1) https://3vv.com.br/novo/arbitragem-de-gustavo-tejera-em-cer-1×1-sep/ com uma boa arbitragem, que não se repetiu nesta noite de quarta-feira no Nubank Parque. Na presente competição foi o 5º jogo arbitrado por ele, mostrando 25 cartões amarelos e um vermelho direto.
Análise Técnica
Lances polêmicos
1) Pênalti contra o Palmeiras, não assinalado. O jogador do Cerro entra sozinho na área e na saída do goleiro, cai, esperando a marcação de pênalti. Houve a falta do Carlos Miguel, tocando a perna do atacante com as mãos, todavia, antes deste toque, o goleiro sofre um písão na perna. Pode ser alegado que foi involuntário o contato do atacante com o goleiro, todavia, lance deste tipo caracteriza-se como imprudência, resumindo, houve o penal, mas, posterior ao toque na perna.
2) Expulsão de Andreas Pereira. Talvez este tenha sido o maior erro técnico do árbitro no jogo. Disputa pela bola, o defensor paraguaio tentando segurar o brasileiro pela camisa e este para se livrar, da um tapa no braço do adversário e o árbitro o expulsa, com cartão vermelho direto. Fazendo uma analogia, em lance extremamente violento do lateral Domingues, este atinge Vitor Roque, sem a disputa de bola e foi punido somente com cartão amarelo. Esta agressão é caracterizada como jogo brusco grave e sumariamente punida com cartão vermelho. Podia alijar o atacante por muito tempo da prática do futebol.
Vejam o link abaixo as duas situações expostas comparativamente e tirem suas conclusões:
https://www.instagram.com/reels/Db9azzDQfuA
Trabalho de campo
Péssimo trabalho de campo deste árbitro, já com muita experiência internacional, participante da Copa do Mundo de 2026 (apitou dois jogos, um pela fase classificatória e outro na fase 1/16).
Nesta noite de quarta-feira deixou o time paraguaio praticar jogo brusco, cometer faltas com muita frequência e se limitava a punir tecnicamente. Tudo o que prevíamos em nossa exposição das modificações das regras, implantadas neste ano https://3vv.com.br/novo/alteracoes-nas-regras-de-futebol-para-2026/ ocorreram neste jogo.
Foi muito permissivo com simulações de contusões e goleiro fazendo cera para repor a bola em jogo. Para referência, o tempo médio de reposição de bola em jogo nos tiros de meta alcançaram 31 segundos; onde ficam os 10 segundos preconizados nas regras?Vimos ainda perda de tempo excessiva em cobrança de faltas, em escanteios e no retorno de marcações de impedimentos. E o Sr. Tejera fazendo vistas grossas para estas ações e, em alguns casos, colaborando com a demora de reposição de bola com explicações, justificativas, etc., assim como ignorou solenemente a retenção de bola do goleiro por mais de 8 segundos.
Conforme previsto na matéria acima linkada, as modificações na arbitragem propostas para serem implementadas pós Copa do Mundo, infelizmente, resultaram em água de salsicha; só servirão para preencher e inflacionar o livro de regras.
AVALIAÇÃO: 5,0
Disciplina
Assinalou 26 faltas durante o jogo, 10 contra o Palmeiras e 16 contra o Cerro, mostrando cinco cartões amarelos para os paraguaios e nenhum para os brasileiros, e um cartão vermelho para o palmeirense Andreas Pereira conforma acima descrito. Deixou o time visitante bater à vontade sem uma medida mais enérgica ou proibitiva.
AVALIAÇÃO: 4,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 3 minutos
- 2º tempo 7 minutos
Houve parada para hidratação nos dois períodos do jogo. No primeiro tempo, com somente três minutos de acréscimos, e com a parada para hidratação, o árbitro na realidade não concedeu tempo algum, abonando o retardamento de jogo praticado pelo Cerro. No segundo tempo, os quatro minutos de acréscimos (com três de hidratação), foram muito curtos, dado o conjunto de simulações de contusão da equipe paraguaia, tempo de VAR, substituições, etc.
- Tempo total de jogo: 99’56
- Bola Rolando: 45’50 (46%)
- Paradas de jogo: 103
- Posse de bola: Palmeiras 61% x Cerro 39%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
Assinalaram sete impedimentos, seis do Palmeiras e um do Cerro.
VAR
Não chamou o árbitro em momento algum do jogo para revisar os lances polêmicos, principalmente na falta sobre Vitor Roque, na expulsão de Andreas Pereira e no pênalti não assinalado. Anulou gol do Cerro por impedimento.
Conclusão
As novas determinações de perda de tempo em jogos, pelas amostras que estamos vendo na atual Libertadores, serão meramente decorativas, uma vez que os árbitros não a cumprem.
Entendemos que nas contusões ou simulações o árbitro deveria simplesmente se acercar do jogador e perguntar, quer atendimento médico? Se ele quiser, autoriza o atendimento e ficará um minuto fora; se não quiser, esquece dele deitado e prossegue o jogo.
Entretanto, o que vimos na partida Palmeiras 1×1 Cerro Porteño, mesmo quando o suposto contundido não queria atendimento médico, o árbitro não autorizava o prosseguimento do jogo, aguardando o canastrão “se recuperar”!
Outro ponto que voltamos a insistir é que as cobranças de faltas, impedimentos e escanteios deveriam também serem enquadrados no tempo máximo de reposição de bola.
E no final das determinações fazer como se faz nas publicações de leis dos países com a palavras “CUMPRA-SE”!
AVALIAÇÃO FINAL: 4,8

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Perguntas Frequentes
Quem foi o árbitro da partida Palmeiras 1×1 Cerro Porteño, pelas 8as de final, primeira partida, da Libertadores 2026?
O uruguaio Gustavo Tejera
Qual a avaliação do árbitro nesta partida (de 0 a 10)?
Nota 4,8.
Por que o árbitro teve avaliação tão baixa?
O árbitro errou na expulsão de Andreas Pereira e permitiu que os jogadores do Cerro fizessem a chamada “cera”, não cumprindo com as novas regras determinadas pela FIFA pós Copa do Mundo.
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