Palmeiras 1×0 Chapecoense: análise da abitragem de Felipe Fernandes de Lima
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 1×0 CHAPECOENSE
COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 18ª RODADA
- Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
- Assistente 1: Guilherme Dias Camilo (MG)
- Assistente 2: Fernanda Nandrea Gomes Antunes (MG)
- Árbitro de Vídeo (VAR): Antonio Magno Lima Cordeiro (CE)
Árbitro
Árbitro mineiro de Pouso Alegre, nascido em 10/07/1987 (38 anos), CBF desde 2019. No corrente campeonato, foi o 11º jogo, mostrando 60 cartões amarelos e cinco vermelhos (dois pelo segundo amarelo e três “diretos”), assinalando quatro penalidades máximas.
Análise Técnica
Lances polêmicos
O que não faltou no cardápio deste jogo foram lances polêmicos. Vamos enumerá-los:
1) Expulsão de Allan. Cartão vermelho direto. Aplicado com correção, atingiu com a sola da chuteira o tornozelo de seu adversário. Decisão correta e sem polêmica.
2) Gol anulado da Chape. Com a bola viajando, o defensor Murilo sofre um empurrão pelas costas e é lançado ao chão sem possibilidade de disputa. A bola sobra para um companheiro do atacante que faz o gol. Ouvindo o VAR, disse que o jogador não tinha condições de disputar a bola. Este árbitro VAR teria que rever as regras do futebol, pois a bola estava em jogo, e a falta foi cometida, então a falta ocorreu e tem que seguir a cartilha. Ouvi ex árbitros e analistas (?) de arbitragem dizendo que “o empurrão não teve força suficiente para derrubar”. Desde quando a regra especifica força suficiente para derrubar? E como estas opiniões foram embasadas? Em um dinamômetro para medir a intensidade? E mais uma questão: por que um zagueiro que tem muita impulsão vertical se jogaria para cavar uma falta de defesa? Se fosse um atacante tentando cavar um pênalti, até teria sentido, mas zagueiro? Nenhuma destas perguntas tem uma resposta satisfatória.
3) Pênalti a favor da Chape. A falta existiu, sem dúvidas, no mínimo como uma ação imprudente, que deve ser punida com Tiro Livre Direto, sem cartão disciplinar. Única dúvida que fica é em relação ao local. Estava na Arena e no momento achei fora da área. Posteriormente, vendo as imagens, fiquei com a sensação de que o pé esquerdo estava na linha e o direito que estava disputando a bola e fez a falta fora. Mas foi um lance bem duvidoso. Na dúvida, pró árbitro.
Trabalho de campo
Foi uma arbitragem mais enrolada que acasalamento de cobra com porco espinho. Confusa, sinais dúbios, ninguém entendia o que estava assinalando. Palmeiras reclamou de um pênalti sobre Evangelista, mas na realidade foi um choque normal de jogo, com dois jogadores correndo e se trombaram. Nada a marcar.
Em jogada de Allan, o palmeirense sofreu uma falta que impediu ataque promissor. O árbitro deu vantagem e no retorno não mostrou cartão amarelo para o infrator. Resumindo teve interferência direta no andamento do jogo. Mostrando total incapacidade mental para dirigir uma partida mais complicada. Se influenciou pelas reclamações do Palmeiras na validação do gol da Chape, e se influenciou na opinião do VAR no pênalti, visto estar muito próximo do lance.
Foi uma arbitragem para esquecer.
AVALIAÇÃO: 5,0
Disciplina
Assinalou 18 faltas, 9 para cada lado. Mostrou um cartão amarelo para cada equipe, e um vermelho para Allan. Para variar um pouco o enredo do jogo, Abel Ferreira foi punido também com cartão amarelo, por reclamar da não aplicação de amarelo na jogada acima descrita sobre Allan.
Foi um árbitro tipo doce de padaria, com as abelhas voando em volta. Cada marcação, era cercado pelos jogadores e explicava, explicava, … , e parecia professor de matemática explicando para alunos do primeiro grau.
AVALIAÇÃO: 5,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 3 minutos
- 2º tempo 6 minutos
E posteriormente foi prolongado até 19 minutos!
- Tempo total de jogo: 112’43
- Bola Rolando: 66’55
- Paradas de jogo: 79
- Posse de bola: Palmeiras 48 % – Chapecoense 52%
Vamos olhar com mais detalhes o critério usado em um item da arbitragem referente a retardamento de jogo. No primeiro tempo, com o jogo 0x0, o goleiro da Chape ao bater tiro de meta, demorava, ia buscar lentamente a bola ao lado da trave, e o árbitro se limitava a ficar no meio de campo, sinalizando, como guarda de trânsito em engarrafamento, pedindo para repor a bola em jogo.
No segundo tempo após o gol, o goleiro do Palmeiras começou a usar o mesmo expediente, e neste caso, o árbitro ficava dentro da área penal (área grande), agilizando a reposição. Ambos os goleiros estão errados em retardar reinício de jogo, e cabe ao arbitro coibir estas ações, mas … usando o mesmo critério, que não foi o caso, neste domingo.
Ao final, quis ser mais realista que o rei, nos acréscimos. Quando saiu o gol anulado, faltavam aproximadamente 50 segundo para exaurir o tempo determinado de acréscimos. Um árbitro mais “malandro” (*), cobraria a falta, e encerraria o jogo. Mas quis ser a estrela por mais alguns minutos, deixou o jogo correr e saiu mais uma confusão.
AVALIAÇÃO: 4,0
Assistentes
Não tivemos nenhum impedimento assinalado neste jogo. Assistentes se limitaram a informar bola fora de jogo
VAR
Conforme áudio divulgado pela CBF, cometeu erro crasso em informar que o empurrão que Murilo levou no gol anulado, o jogador palmeirense não estava na disputa de bola, com esta em jogo (**).Imperdoável para um árbitro CBF.
Conclusão
Arbitragem muito abaixo do esperado. Como dissemos acima, confusa, enrolada, sem personalidade.
AVALIAÇÃO: 4,8

CONSIDERAÇÕES PÓS ANÁLISE.
(*) Final da copa do Brasil de 2015, segundo jogo, Palmeiras x Santos, árbitro Heber Roberto Lopes. Primeiro jogo Santos 1×0; segundo jogo Palmeiras 2×1. Resultados iguais, disputa de pênaltis. O árbitro, de maneira inteligente, com 45 minutos cravados do segundo tempo, encerrou o jogo e levou para os penais, sem reclamações e sem polêmicas. Como dizia o saudoso Romualdo Arpi Filho: “nenhum árbitro se consagra nos acréscimos (na época dizia-se descontos)”.
(**) Famoso árbitro brasileiro apitava um jogo em Americana. Saiu um gol normal, teoricamente sem irregularidades e, portanto, validado. O árbitro olha para o assistente, com a bandeira levantada (na época não tinha esta parafernália eletrônica de hoje… e se errava muito menos), corre até ele e pergunta o que aconteceu, o assistente informa que o zagueiro deu um murro no atacante, dentro da área. Perguntou se a bola estava em jogo, foi confirmado. O árbitro simplesmente anulou o gol e assinalou pênalti para a outra equipe. Reportando-se a informação do jogo de hoje, a bola estava em jogo? Sim, acabam todas as discussões aí. Se teve intensidade ou não, o fato é que houve o empurrão, que faz parte do rol de faltas conforme as regras, e portanto é ti
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