Arbitragem de Sávio Pereira Sampaio SEP 5×1 VIT
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 5 X 1 VITÓRIA
COMPETIÇÃO: CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 2ª RODADA
- Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
- Árbitro assistente 1: Bruno Boschilia (PR)
- Árbitro assistente 2: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF)
- Quarto árbitro: Arthur Gomes Rabelo (ES)
- VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Árbitro
Árbitro de 40 anos (10/06/1985). Fez seu primeiro jogo na série A do Campeonato Brasileiro em setembro 2016 e foi promovido a árbitro FIFA em 2022, perdendo o escudo em 2023, por deficiência técnica.
É um dos árbitros relacionado para ser profissionalizado, conforme divulgação da CBF. Neste campeonato foi a segunda partida dirigida por ele, mostrando 10 cartões amarelos e nenhum vermelho. Entre os 20 árbitros relacionados para fazer parte da profissionalização, é um dos mais fracos (mas … árbitro fraco nesta safra da arbitragem brasileira é redundância).
Podemos fazer uma crítica a esta escala. O Assistente 1, já teve problemas com o técnico do Palmeiras em outra oportunidade. Sem entrar no mérito da questão se teve razão ou não, por uma questão de segurança nos jogos, seria o ideal não o escalar em partidas do Palmeiras, ou, escalar como Assistente 2, para evitar possível conflito.
A mesma observação vale para o árbitro. Este profissional foi o que mais expulsou o técnico português em sua passagem pelo Palmeiras, então já vem um clima belicoso entre os dois. Melhor seria evitar a situação.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Houve reclamação de três pênaltis a favor do Palmeiras.
1) Suposto toque de bola no braço (e realmente tocou), com o jogador com os braços abertos. Todavia, foi na parte superior, na manga da camisa e este tipo de toque de “mão na bola” não deve ser marcado.
2) Empurrão em Flaco López, na linha de fundo: também não houve falta no lance.
3) Lance de Vitor Roque: vamos esmiuçar um pouco mais esta situação. Na bola lançada, em velocidade, ocorreu uma disputa de espaço entre o atacante e o defensor. Até aí, normal. Vitor Roque em maior velocidade conseguiu tomar a frente do defensor, e em princípio, teve uma disputa de braços. Nada a marcar! Todavia, quando o defensor percebeu ter perdido a corrida, segurou o atacante pelos ombros, derrubando-o. Esta é a fotografia do desenvolvimento da jogada, portanto, pênalti não assinalado.
Trabalho de campo
Este árbitro, como dissemos acima, é muito fraco, se posiciona mal em campo, invariavelmente na linha da bola, atrapalhando os jogadores. Tem, digamos, uma interpretação personalizada do entendimento das jogadas. Mesma situação pune ou não, de acordo com sua interpretação de momento. Defende com unhas e dentes a máxima de “bola parada é a favor do árbitro”, não tem a mínima pressa de fazer o jogo acontecer. Corroborando esta afirmação, vejam abaixo a quantidade de paradas e o tempo de bola rolando. Cada interrupção era uma novela mexicana para reiniciar.
AVALIAÇÃO: 5,5
Disciplina
Foram assinaladas 29 faltas no total, 13 contra o Palmeiras e 16 contra o Vitória. Deixou jogadas para cartão amarelo passarem incólumes de punição. Mostrou um cartão amarelo para jogador do time mandante e quatro para jogadores do time visitante. Sem critério nas punições.
AVALIAÇÃO: 5,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 4 minutos
- 2º tempo 2 minutos
Em ambos os períodos, os acréscimos foram aquém do necessário. No primeiro tempo, até o marcador ser inaugurado, o time baiano usou do recurso de retardar o reinício de jogo. Teve tempo para hidratação. O time do Vitória reclamou, alegando que o árbitro ameaçou terminar o jogo quando o Palmeiras estava no ataque. Assim, deixou o jogo correr e saiu o terceiro gol. Vamos esclarecer que o árbitro tem o poder discricionário de levar o tempo adiante do informado, então neste quesito não cabe críticas À sua ação.
No segundo tempo, se o jogo estivesse mais disputado, poderia ser considerado erro de julgamento, porém, como o jogo estava decidido, nada a argumentar. Melhor preservar a integridade dos jogadores, onde com um placar elástico, pode haver algum tipo de desrespeito e haver entrevero com os jogadores. O contraponto é que, na regra de futebol, não há referência para, quando um placar estiver mais elástico ou o jogo decidido, onde o árbitro tem autorização para encerrar o jogo sem os devidos acréscimos. Mas, na prática, agiu com bom senso.
- Tempo total de jogo: 96’59
- Bola Rolando: 46’48
- Paradas de jogo: 94
- Posse de bola: PALMEIRAS 60% x VITÓRIA 40%
AVALIAÇÃO: 7,0
Assistentes
Foram assinalados três impedimentos durante o jogo. No mais os assistentes não tiveram maior trabalho. Assinalaram algumas faltas em seu raio de ação e bolas fora do campo de jogo.
VAR
Deveria ter sido acionado ou convocar o árbitro para o vídeo para rever o lance polêmico de possível pênalti. Se o fez, não deu para perceber nas ações do árbitro.
Conclusão
Uma arbitragem no nível da capacidade técnica deste árbitro.
AVALIAÇÃO: 5,8

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Comments (2)
Victor
Irmão do Wilton. Assim como o PCO teve o irmão Flávio, ambos e todos historicamente nos dificultando a vida, pra dizer o mínimo.
Palmeiras contra arbitragem “tamanho família”.
Ronaldo Ramires
eu particularmente não gosto da arbitragem do Sávio Pereira acho muito fraco e confuso mas nessa partida achei que ele foi razoável.
Nota 6,0