Análise da arbitragem de Bruno Arleu Araújo SEP 1×2 CAM
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 1 x 2 ATLÉTICO MINEIRO
COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 20ª RODADA
- Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
- Árbitro Assistente 1: Thiago Henrique Neto Correa Farinha (RJ)
- Árbitro Assistente 2: Luiz Claudio Regazone (RJ)
- Quarto Árbitro: Marcos Mateus de Sousa(TO)
- VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Árbitro
Árbitro carioca, nascido em 14/02/1983 (43 anos), estreou no campeonato brasileiro em 2015 e em 2020 foi promovido a árbitro internacional. Com o jogo desta noite de domingo no Nubank Parque, foi seu 12º jogo no corrente campeonato, mostrando 61 cartões amarelos e três vermelhos (um direto e dois pelo segundo amarelo), assinalando duas penalidades máximas.
Foi o terceiro jogo deste profissional no ano do Palmeiras, com um empate, uma vitória e uma derrota. Apitou também o jogo do primeiro turno entre estas duas equipes.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Tivemos um pênalti marcado e desmarcado com orientação do VAR. A revisão foi correta, visto ser um toque de mão na bola, dentro de área, todavia, foi um braço de apoio e conforme orientação da FIFA, este tipo de lance não dever ser sancionado. Mas … o problema na arbitragem brasileira é não existir um critério uniformizado, ora se marca, ora não. Leva-se em conta também que o árbitro estava muito próximo e bem colocado, com total visão da jogada. Seria desconhecimento da regra, ou, vou marcar e a muleta do VAR revê e me aciona? Nós, particularmente, ficamos com a segunda hipótese.
Trabalho de campo
Os palmeirenses não podem atribuir a derrota ao árbitro. Foi um jogo pífio, com muitos erros individuais e uma alta posse de bola estéril, passes trocados lateralmente e recuados para a defesa, sem a mínima criatividade ou inspiração para penetrar na bem montada defesa mineira.
Entretanto, esta situação não mascara ser um árbitro fraco, sem personalidade, confuso e medroso. Inverteu faltas, mesmo tipo de contato ora punia, ora deixava isento de marcação. Só faltou o nariz vermelho para ficar com atitude completa de profissional circense, em relação ao goleiro do Atletico em cobranças de tiro de meta.
No jogo tivemos 16 tiros de meta e um tempo total de cobrança de 515 segundos, o que dá uma média de 32’19 segundos para cada reposição de bola neste quesito. Várias vezes, o goleiro, com duas bolas ao lado das traves, fazia questão de ir buscar a bola distante, sob os olhares complacentes do árbitro. Este tipo de retardamento coincidiu com o início do jogo, mostrando claramente quais eram a intenções do time mineiro.
AVALIAÇÃO: 6,0
Disciplina
Assinalou 18 faltas durante o jogo, 7 contra o Palmeiras e 11 contra o Atlético, mostrando três cartões amarelos para a equipe mineira. O cartão amarelo para o jogador Preciado do Atlético, em falta por trás, utilizando “carrinho”, se fosse vermelho não seria exagero. Foi uma entrada muito forte. Também neste quesito houve visível falta de critério.
AVALIAÇÃO: 6,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 3 minutos
- 2º tempo: 6 minutos
Tempo de acréscimos muito econômico, principalmente no primeiro tempo, com todo o retardamento praticado pelo time visitante, ida ao VAR, etc. No segundo tempo com as paradas para substituições, atendimento médico, espera do VAR para confirmar o gol do Palmeiras foi bem aquém do esperado. A lentidão para a cobrança de escanteios do Atlético também chamou muito atenção (foram cinco escanteios para um tempo de 150 segundos).
- Tempo total de jogo: 98’58
- Bola Rolando: 62’09
- Paradas de jogo: 98
- Posse de bola: Palmeiras 69 % x Atletico 31%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
Curiosamente não assinalaram nenhum impedimento durante o jogo, isto mostra a posse de bola inócua praticado pelo Palmeiras. Se limitaram a informar bola fora de jogo e substituições.
VAR
Agiu com correção na anulação do pênalti para o Palmeiras. Foi usado como muleta e atendeu as expectativas.
Conclusão
Árbitro fraco, em vários jogos analisados e assistidos jamais demonstrou competência para o exercício da função. É mais um caso de promoção política, pois o Rio de Janeiro precisava de um árbitro no quadro internacional e ele era o menos pior. Então foi a situação “se não tem tu, vai tu mesmo!”.
Outro ponto que chamou a atenção: não entendemos a posição da CBF/Comissão de arbitragem em não aplicar o uso das novas determinações para a reposição de bola cronometrada. Pelas informações irá realizar uma reunião com os clubes em 10 de agosto para alinhar a concordância em sua utilização. Como dissemos em nosso ultimo post, “vamos mudar para deixar como está”. Fazer uma reunião de concordância é o mesmo que perguntar a um infrator da lei se ele quer ser julgado e punido ou sair leve e solto. Pelo andar da carruagem, continuaremos com o processo “casa da mãe Joana” a todo o vapor.
AVALIAÇÃO: 5,8

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