Arbitragem de Anderson Daronco Fluminense 3×2 Palmeiras

Por Oiti Cipriani

FLUMINENSE 3 X 2 PALMEIRAS

COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 23ª RODADA

  • Árbitro: Anderson Daronco (RS)
  • Assistente 1: Rafael da Silva Alves (RS)
  • Assistente 2: Michael Stanislau (RS)
  • Quarto árbitro: Gustavo Ervino Bauermann (SC)
  • VAR: Wagner Reway (SC)

Árbitro

Árbitro de 45 anos, muito conhecido dos torcedores brasileiros, dispensa maiores comentários. Fifa desde 2015, já colecionou inúmeras polêmicas em sua carreira. O jogo desta tarde no Maracanã foi o terceiro jogo do Palmeiras e o primeiro do Fluminense e o 12º no atual campeonato, mostrando 61 cartões amarelos e três vermelhos (um pelo segundo amarelo e dois diretos), assinalando duas penalidades máximas.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Pênalti de Giay. Bola cruzada na área, foi tirar a bola e após pegar mal de cabeça, bateu em seu braço aberto. Segundo orientações da FIFA quando a bola bate no corpo e vai para os braços não deve ser marcado pênalti. Se este lance fosse em qualquer parte do campo e não dentro da área penal, seria marcado? Acredito que sim. Estas situações de bola nos braços ou braços na bola deveria ser mais clara e específica. Aqui no Brasil não existe uma uniformidade de interpretação, ora se marca, ora não se marca, e a aplicação da orientação depende do árbitro que está dirigindo o jogo.

Trabalho de campo

Antes de falarmos do jogo em si, vamos tentar esmiuçar a aplicação das determinações para se evitar retardamento de reposição de bola em jogo. A olho nu, o jogo foi mais dinâmico, embora este dinamismo não tenha se refletido no tempo de bola rolando, com o resultado de somente 50% do tempo total.

Vamos fazer uma analogia: conheci uma pessoa da área de segurança pública que dizia que a lei está sempre um ou dois passos atrás de seus infratores. Vamos colocar isto frente às novas determinações.

1) Oito segundos de retenção de bola pelo goleiro. Drible na regra: bola simples o goleiro se joga ao chão com a bola dominada, e fica alguns segundos deitado com a bola presa em seus braços. Aí lentamente se levanta e somente a partir deste momento o árbitro teria que iniciar a contagem, mas este também demora para iniciá-la, sendo conivente com a demora.

2) Cinco segundos para o tiro de meta, que começa somente quando a bola está no chão. O goleiro por sua vez demora para ir buscar a bola reserva, a segura nas mãos e somente depois desta pantomina a coloca no chão para iniciar a contagem.

3) Cinco segundos para arremesso lateral. Repete-se o mesmo ritual de demora para pegar a bola. Lembrando que em cada extensão lateral temos cinco bolas espalhadas, ou seja, a cada 21 metros, que a máxima distância que o cobrador teria que se locomover para pegar a bola e coloca-lá em jogo. Já inventaram uma falcatrua: um jogador pega a bola e depois chama um companheiro para cobrar.

Todas estas situações sob as vistas complacentes da arbitragem.

A bem da verdade, precisamos ver outros jogos, mas o goleiro parou com o show canastrão de simular dores até no registro de nascimento em cada bola defendida e jogadores de linha também não estão se jogando ao chão, como se fossem atingidos por um soco inglês na parte superior do corpo ou por um taco de beisebol nas pernas, a cada contato físico. Vamos deixar um link exibindo um vídeo mostrando de forma didática as novas determinações   https://www.facebook.com/reel/1829411275159597

Agora vamos falar do jogo em si, que foi administrado com relativa tranquilidade, marcou as faltas que ocorreram, não marcou disputa de bola ou espaço. Único e maior erro, que não é tão grande ou marcante, foi assinalar uma falta sobre Hulk próxima à área, onde nada ocorreu e o atacante ao chutar a bola, chutou o chão e foi marcada falta.

Nada mais a registrar no trabalho da arbitragem.

Notamos uma sensível diminuída na massa corporal do arbitro, que esta permitindo maior agilidade em seus movimentos.

AVALIAÇÃO: 8,5

  • Disciplina

Como é seu estilo de arbitrar, assinalou somente 14 faltas, oito do Fluminense e seis do Palmeiras, mostrando seis cartões amarelos, quatro para o Fluminense (Guga, Cannobio, Martinelli, Acosta) e dois para o Palmeiras (Gómez e Piquerez). Conca deveria ser punido por ter evitado um ataque promissor, barrando ao segurar o adversário e a punição disciplinar foi sonegada.

AVALIAÇÃO: 7,5

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 2+1’32
  • 2º tempo 6 + 0’57

Os acréscimos foram bem observados.

  • Tempo total de jogo: 100’29
  • Bola Rolando: 52’12
  • Paradas de jogo: 91
  • Posse de bola: Fluminense 60% x Palmeiras 40%

AVALIAÇÃO: 8,0

Assistentes

Apenas um impedimento do Palmeiras foi informado. No restante se limitaram a informar bola que saiu de campo e substituições.

VAR

Na única polêmica do jogo (o suposto penal acima citado) concordou com a interpretação e decisão do árbitro.

Conclusão

Conforme ao aqui exposto, foi uma boa arbitragem e não se pode colocar em suas costas o resultado final do jogo. Melhorou muito suas condições físicas e parou de se achar mais importante que o espetáculo.

AVALIAÇÃO FINAL: 8,0

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