Arbitragem de Bruno Arleu de Araújo Palmeiras 3×0 Santos
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 3 X 0 SANTOS
COMPETIÇÃO COPA DO BRASIL 2026 – 4ª FINAL – JOGO DE IDA
- Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ)
- Árbitro Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (RJ)
- Árbitro Assistente 2: Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ)
- Quarto Árbitro: Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA)
- VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
Árbitro
Árbitro carioca, nascido em 14/02/1983 (43 anos), militar, FIFA desde 2020. Coleciona algumas polêmicas em seus trabalhos, com marcação de pênaltis duvidosos e mesmo com chamada do VAR ao monitor, manteve sua decisão após consulta.
Uma das situações, foi um pênalti marcado para o Palmeiras ano passado, tendo inclusive sido afastado. Mas, este árbitro também expulsou Patrik de Paula, com o segundo amarelo, após escorregar e não atingir seu adversário. Foi uma decisão por dedução, pois no momento do lance, estava de costas. Na sequência também expulsou Abel Ferreira. Até aí nenhuma novidade! A polêmica ficou pela súmula, escrevendo que expulsou o técnico por reclamar das decisões da arbitragem, porém, não tinha ouvido o que foi falado. Traduzindo, foram duas expulsões por dedução.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Não tivemos lances polêmicos no jogo.
Trabalho de campo
Vamos iniciar com uma afirmação… é uma arbitro fraco técnica e disciplinarmente. Causa dúvidas a sua manutenção por seis anos como árbitro internacional. Com todas as polêmicas conquistadas em sua carreira e várias “geladeiras”, todas por erros técnicos, muitos outros árbitros foram defenestrados do quadro internacional.
Mas, vamos nos ater no jogo. Se o árbitro adota como conduta não marcar faltas leves ou disputas por espaço, até neste quesito nada a contestar pela opção escolhida, desde que seja mantida durante o jogo e não seja alterada em jogadas semelhantes.
Esta situação não existiu nesta arbitragem. Faltas leves não punidas, é aceitável (apesar que a regra não especifica, em suas 10 situações esta diferenciação), mas faltas acima do limite não serem punidas, já caracteriza uma arbitragem ruim, e foram inúmeras situações com este diapasão.
Uma arbitragem consistente se baseia em cinco pilares: conhecimento técnico, preparo físico, disciplina, força mental e critérios e neste trabalho, único quesito atendido foi o preparo físico. Tem péssima sinalização, que deixa os torcedores presentes no campo em dúvida sobre suas marcações. E isto para quem acompanha arbitragem há muito tempo: imaginem para os torcedores comuns.
AVALIAÇÃO: 6,0
Disciplina
Assinalou 16 faltas durante o jogo, 10 para o Palmeiras e 16 para o Santos. Mostrando quatro cartões amarelos, dois para cada equipe: no Palmeiras para Barboza e Andreas; e no Santos para Rony e Caballero. Deixou de punir jogador do Santos em falta sobre Flaco López, em início de ataque promissor, além de ser acima do tom. Deixou os jogadores o interpelarem com muita frequência, principalmente Gabriel Barbosa, que após sua entrada no intervalo, questionava toda e qualquer marcação, sob as vistas complacentes do árbitro.
AVALIAÇÃO: 6,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 2 minutos
- 2º tempo 4 minutos
O tempo acrescido foi no limite para baixo, ou seja, em ambos os períodos poderia ser mais elástico.
- Tempo total de jogo: 96’02
- Bola Rolando: 56’57
- Paradas de jogo: 114
- Posse de bola: Palmeiras 45% – Santos 55%
AVALIAÇÃO: 7,0
Assistentes
Foram três impedimentos assinalados e marcaram algumas irregularidades em sua área de ação.
VAR
Foi acionado, conforme protocolo, nas revisões dos gols.
Conclusão
Conforme relatado, é um árbitro confuso em suas marcações, sem um critério uniforme, que são características da grande maioria dos árbitros brasileiros.
AVALIAÇÃO FINAL: 6,2

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