Arbitragem de Davi de Oliveira Lacerda INT 1×3 SEP
Crédito da imagem: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
INTERNACIONAL 1 X 3 PALMEIRAS
COMPETIÇÃO – CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 3ª RODADA
- Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)
- Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR)
- Assistente 2: Douglas Pagung (ES)
- VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (RN)
- Quarto árbitro: Luciano da Silva Miranda Filho (CE)
Árbitro
Árbitro nascido em 06/12/1995 (30 anos), natural de Serra – ES, estreou no Campeonato Brasileiro em 2023. É um árbitro que carrega grandes esperanças da CBF, tanto que no Brasileiro de 2025 foi o árbitro mais escalado, com 30 participações. Neste atual campeonato, o jogo desta noite de quinta-feira no Beira Rio foi sua segunda escala, mostrando somente quatro cartões amarelos.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Tivemos 2 lances polêmicos no jogo.
1) Pênalti sobre Vitor Roque: o jogador foi atingido na perna ao querer dominar a bola e o árbitro muito bem posicionado, nada marcou.
2) Bola no braço do jogador Mercado: dentro da área, a bola antes bate na barriga do defensor e depois bate no braço, que estava em posição natural. Nada a marcar.
Trabalho de campo
Foi uma arbitragem confusa (como tantas que estamos vendo neste início de campeonato), com interpretação sem o menor critério. Mesmo tipo de jogada, ora marcava, ora mandava seguir. Gostaria de saber onde que mudaram as regras em relação às 10 faltas/infrações da regra XII. Cargas pelas costas, trancos, empurrões, estão sendo relevados e não são marcados. Seria orientação ou ainda influência de Leandro Vuaden, que quando apareceu foi muito elogiado pela mídia por deixar o jogo correr e agora os árbitros viraram reféns deste tipo de arbitragem? E o pior, na história toda, é que não existe critério em liberar ou segurar o jogo, pois marcam ou deixam de marcar para situações semelhantes,
AVALIAÇÃO: 6,5
Disciplina
Foram assinaladas 21 faltas, 13 contra o Inter e 8 contra o Palmeiras. Se o mesmo critério fosse observado, este número sofreria variação, para cima ou para baixo. Cartões amarelos foram dois, um para cada equipe, além de punir também os dois técnico. No quesito disciplina, foi um jogo tranquilo de arbitrar.
AVALIAÇÃO: 7,5
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 5 minutos
- 2º tempo 9 minutos
Em ambos os períodos houve interrupção para hidratação.
No primeiro tempo o acréscimo poderia ser maior, pois o atendimento ao zagueiro do Inter foi bem longo. No segundo tempo aconteceu um certo exagero. Tivemos cinco paradas para substituição e atendimento a Carlos Miguel. Nada que justificasse mais que sete minutos.
- Tempo total de jogo: 104’04
- Bola Rolando: 52’15
- Paradas de jogo: 107
- Posse de bola: INTERNACIONAL 62 % x PALMEIRAS 38 %
AVALIAÇÃO: 7,0
Assistentes
Assinalaram quatro impedimentos. O que chamou a atenção foi o auxiliar número 2 demorar muito para assinalar impedimento do ataque. O protocolo para aguardar a marcação é quando se trata de lance ajustado. Porém este assistente, em lances claro, não mostrava qualquer dúvida para assinalação. Mesmo assim, ele aguardava o desfecho do lance.
VAR
Deveria chamar o árbitro para verificação do lance do Vitor Roque. Achamos perigosa a falta de critério para chamar o árbitro de campo no vídeo. Vários jogos, que eram interpretativos, vimos o VAR atuando fora de seu protocolo e em outros pecam pela ausência
Conclusão
Foi uma arbitragem abaixo do esperado para um árbitro que carrega muita expectativa da cúpula da arbitragem brasileira.
AVALIAÇÃO: 7,0
Pelo que estamos vendo nas neste início de campeonato, a promessa de profissionalizar a arbitragem, não terá o mínimo efeito prático, pois os vícios e costumes anteriormente adquiridos, permanecem. Como já dissemos neste canal, não teremos resultados diferentes, mantendo os mesmos profissionais, comissão e modus operandi.
