Arbitragem de Flávio ROdrigues de Souza NOV 1×2 SEP

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Po Oiti Cipriani

NOVO HORIZONTINO  1×2 PALMEIRAS

COMPETIÇÃO: CAMPEONATO PAULISTA 2026 – 2º JOGO FINAL

  • Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza
  • Árbitra Assistente 1: Neuza Inês Back
  • Árbitro Assistente 2: Alex Ang Ribeiro
  • Quarta Árbitra: Edina Alves Batista
  • VAR: José Cláudio Rocha Filho

Árbitro

Árbitro paulista de 45 anos (29/07/1980), FIFA desde 2020. Incluindo o jogo da noite do último domingo em Novo Horizonte, foi a 9ª escala, mostrando 43 cartões amarelos e dois vermelhos direto e assinalando um penal.

Este foi o primeiro jogo do Palmeiras no corrente campeonato o 3º do time do interior. Apitou inclusive o jogo de quartas de final contra o Santos. Este ano é o último como árbitro internacional, quando ultrapassa 45 anos. É um árbitro que coleciona polêmicas em sua carreira. Foi quem expulsou Leo Jardim, goleiro do Vasco, por suposta cera. Foi representado pela equipe carioca e ficou alguns jogos afastados. Foi quem apitou o do jogo das semifinais de 2025, entre Palmeiras 1×0 São Paulo, com gol de pênalti muito contestado pela equipe tricolor e que também gerou um afastamento de jogos.

Análise Técnica

Lances polêmicos

O que não faltaram neste jogo foram lances polêmicos. Vamos nos ater a dois:

1) Primeiro gol do Palmeiras, análise do VAR para impedimento foi mais demorado que corrida de tartarugas. Muito tempo para análise. Na realidade, a grosso modo, a grande maioria de gols marcados nesta situação de bola parada lateral, enviada para disputa pelo alto na área adversária, é muito difícil de definir claramente um ombro, cabeça ou pés à frente alguns centímetros. No momento que a bola é tocada e o posicionamento de um mínimo de 15 jogadores dentro da área, com defesa/ataque se agarrando, se empurrando. Enquanto não tivermos o impedimento automático, nestes lances deveria prevalecer a decisão de campo. Linhas mal traçadas, uma mais grossa que outra, mais cria dúvidas que respostas.

2) Entrada de Rômulo em Andreas Pereira: o próprio árbitro deveria pedir a revisão do VAR, pois quem tem a clara noção de intensidade é ele. O VAR pelo vídeo, não tem uma noção real da intensidade.

Trabalho de campo

O estado do campo de jogo, com a chuva intensa que deixou o gramado mais parecendo uma piscina, dificultou o trabalho da arbitragem. Mas … convenhamos, ele colaborou muito para uma arbitragem confusa. Com o campo pesado como estava, não é aconselhável querer deixar o jogo fluir mais livre. A chance de uma contusão mais séria é imensa, e ele optou por este caminho. E com esta decisão deixou de marcar faltas claras e parava outras por contatos mais leves. No primeiro tempo deixou de marcar uma falta acima da média sobre J. Árias e na sequência quase sai o gol de empate do time da casa. Assinalou disputa por espaço, onde não existia nenhuma falta. Resumindo, não teve participação no resultado final, mas foi uma arbitragem de interpretações confusas.

AVALIAÇÃO: 6,5

Disciplina

Assinalou total de 40 faltas, 15 contra o NH e 25 contra o Palmeiras. E mostrou quatro cartões amarelos, dois para cada equipe. Foi excesso de rigor a punição para Flaco López, quando o jogador do time do interior colocou a bola mais à frente do local de reposição em jogo e o atacante deu um toque na bola, para ir para o local correto. Interpretou como tentativa de retardar o jogo, mas este tipo de ação vemos inúmeras vezes em jogos, um querendo ganhar espaço e outro tentando impedir este tipo de vantagem.

O restante dos cartões para Alvarino, Rômulo e Gustavo Gómez foram por jogo temerário. Como dissemos acima, para Rômulo foi uma entrada beirando jogo brusco grave. Puniu também três pessoas das comissões técnicas, dois do Palmeiras e um do NH. Notamos aqui uma falta de critério nas aplicações dos cartões. Como pode uma equipe que comete 2/3 a mais de faltas que o adversário (15/25), ter o mesmo número de cartões amarelos. A persistência de faltas também deve ser punida.

AVALIAÇÃO: 6,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 7 minutos
  • 2º tempo 7 minutos
  • Tempo total de jogo: 104’25
  • Bola Rolando: 37’39  (35,6%)
  • Paradas de jogo: 127
  • Posse de bola:  Novorizontino 58% x Palmeiras 42%

Compreendemos que a situação do gramado dificulta o desenvolvimento do jogo, mas convenhamos que termos somente 35% de jogo, é um número extremamente baixo, por culpa principalmente da arbitragem que não coibiu o retardamento de jogo da equipe interessada neste expediente.

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Assinalaram somente três impedimentos, mas com as péssimas condições de trabalho, o desenvolveram muito bem. Em compensação as árbitras laterais (4ª e 5ª) fizeram lambança nas substituições. Erraram número de jogadores para entrar e sair.

VAR

Foram bastante acionados. No gol do Palmeiras, em supostos pênaltis reclamados pelo NH. Nas jogadas mais bruscas, deveria ao menos alertar o árbitro e aparentemente não o fez.

Conclusão

Conforme dissemos acima, as condições climáticas e do campo de jogo dificultaram muito o trabalho, mas um árbitro com a experiência deste profissional não deveria fazer um trabalho mediano como o que foi feito.

AVALIAÇÃO FINAL:  6,6

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