Arbitragem de Lucas Canetto SEP 1×0 Mirassol Paulista 26

Crédito da imagem: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 1 X 0 MIRASSOL

COMPETIÇÃO CAMPEONATO PAULISTA 2026 – 3ª RODADA

  • Árbitro: Lucas Canetto Bellote.
  • Árbitro assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis.
  • Árbitro assistente 2: Raphael de Albuquerque Lima.
  • Quarto árbitro: Gustavo Holanda Souza.
  • VAR: Thiago Duarte Peixoto.

Árbitro

Árbitro de Piracicaba, de 35 anos, pertencente ao quadro da CBF. Este foi o segundo jogo dele no corrente Campeonato e curiosamente o segundo jogo do Palmeiras. Apitou anteriormente a partida contra a Portuguesa de Desportos.

Causa espanto, fazer somente dois jogos no Campeonato e do mesmo time. Falta de mão de obra não é, com certeza. Seria falta de uma planilha indicando os jogos, árbitros e ocorrências no jogo?

Análise Técnica

Lances polêmicos

 Não tivemos lances polêmicos no jogo.

Trabalho de campo

Vamos iniciar a análise com a seguinte frase: o árbitro não teve influência no resultado final.

Todavia, se fizer um “copia e cola” do jogo anterior, contra a Portuguesa, não ficaria desproporcional. Foi uma arbitragem confusa novamente. Contatos físicos punia, faltas não. Interpretações divergentes para jogadas semelhantes.

AVALIAÇÃO: 5,0

Disciplina

Assinalou 28 faltas no jogo, 13 contra o Palmeiras e 15 contra o Mirassol. Mostrou seiscartões durante o jogo, dois para o Palmeiras e quatro para o Mirassol. Primeiro segurou as punições disciplinares, depois desandou a mostrar cartão ao menor deslize.

Logo no inicio o capitão do Mirassol, Eduardo, deliberadamente cortou a trajetória com o uso do braço. Lance típico para cartão amarelo, que foi sonegado, e o árbitro deixou passar. O técnico Abel Ferreira, que é useiro e vezeiro em reclamar, dar “piti” na beira do campo, reclamou da ausência da punição disciplinar, que estava correto, e pela reclamação foi punido com o cartão, que havia sido negado na jogada.

Podemos contextualizar esta ocorrência da seguinte forma: os árbitros erram muito e não é só este técnico que reclama da arbitragem brasileira. Deduzimos que, mesmo errando, os árbitros não podem ser contestados. Quando se trata de uma reclamação sob a tutela de interpretação, podemos aceitar a punição aos técnicos por reclamação excessiva, pois interpretação cada um tem a sua, porém, como foi o caso deste lance, que foi desconhecimento de regras, uma conversa somente já bastaria.

O que nos parece é que a arbitragem brasileira segue duas regras básicas:

1) Eu nunca erro!

2) Se na improvável hipótese de errar, aplica-se a regra 1.

AVALIAÇÃO: 5,5

Controle de tempo

Acresceu três minutos no primeiro tempo e cinco no segundo tempo. Considerando que tivemos parada para hidratação, tanto no primeiro como no segundo tempo foi um reposição abaixo do esperado.

  • Tempo total de jogo: 98’13
  • Bola Rolando: 53’30
  • Paradas de jogo: 93

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Executaram seu trabalho, assinalando somente quatro impedimentos e bolas fora de campo.

VAR

Não foi chamado a intervir no jogo.

Conclusão

Em jogo que houve colaboração dos jogadores, sem reclamações acintosas, sem jogadas mais violentas, sem provocação, o árbitro se perdeu. Confuso, perdeu-se nos critérios. Mas … seguiu o padrão da arbitragem brasileira.

AVALIAÇÃO FINAL: 5,4

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