Arbitragem de Raphael Claus em COR 0x1 SEP

Crédito da imagem: Cesar Greco, Palmeiras, by Canon

Por Oiti Cipriani

CORINTHIANS 0 X 1 PALMEIRAS

COMPETIÇÃO: CAMPEONATO PAULISTA 2026 – 7ª RODADA

  • Árbitro: Raphael Claus
  • Árbitro Assistente 1: Danilo Ricardo Simon Manis
  • Árbitro Assistente 2: Evandro de Melo Lima
  • Quarto árbitro: Fagson Junior dos Santos Silva
  • VAR: Thiago Luis Scarascati

Árbitro

Árbitro de 46 anos (06/09/1979), de Santa Barbara do Oeste. FIFA desde 2015 foi árbitro da Copa do Mundo do Catar.

O jogo desta noite foi o segundo no atual campeonato, mostrando nove cartões amarelos e um vermelho, assinalando duas penalidades máximas.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Lance polêmico foi o pênalti assinalado, que não existiu. Vários choques entre goleiro e atacante em disputa de bola pelo alto, mais contundentes não são assinalados. O que percebemos neste lance, o goleiro saiu para disputar a bola no alto, e houve o choque no alto, totalmente acidental e surpreendentemente o árbitro assinalou penalidade máxima. Como dissemos, foi um pênalti “Mandrake” (tirou um coelho da cartola).

Trabalho de campo

O pênalti foi desperdiçado, e poderia influir decisivamente no marcador final do jogo, caso o gol fosse consignado. É um árbitro experiente, com idade que estaria jubilado como árbitro internacional, todavia, como está escalado para a Copa do Mundo do corrente ano, teve seu desligamento postergado, então, não deveria ser influenciado pelas reclamações do pênalti marcado. Aparentou estar desconcentrado do jogo. Assinalando faltas semelhantes e com punições diferentes. Foi uma arbitragem abaixo de sua capacidade

AVALIAÇÃO: 5,5

Disciplina

Assinalou 30 faltas, 16 contra o Corinthians e 14 contra o Palmeiras, mostrando dois cartões para os jogadores Matheus Pereira e Raniele e três para os jogadores Andreas Pereira e Maurício, todos por jogar de forma temerária, e para Flaco López por atitude antidesportiva.

O técnico palmeirense foi expulso. A expulsão deu-se pela reclamação do cartão atribuído para Maurício, pois o jogador Mateuzinho cometeu uma falta idêntica e não foi punido. Abel reclamou, recebeu cartão amarelo, aí aplaudiu ironicamente o árbitro e foi expulso. Usou dois pesos e duas medidas e o técnico ficou enfurecido com esta falta de critério e reclamou acintosamente.

AVALIAÇÃO: 6,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo: 5’00
  • 2º tempo: 8’00 + 1’00

No primeiro tempo o período de acréscimo foi bem abaixo para a recuperação do tempo perdido em hidratação e o tempo para a cobrança do tiro penal. No segundo tempo, com as substituições, hidratação e a confusão após o gol do Palmeiras, aguardando o VAR se posicionar, foi bem observado.

  • Tempo total de jogo: 103’55
  • Bola Rolando:  48’52 (47%)
  • Paradas de jogo: 101
  • Posse de bola:  Corinthians 62% x Palmeiras 38%

AVALIAÇÃO: 7,0

Assistentes

Foram assinalados somente dois impedimentos durante o jogo, um para cada lado. O Assistente 1 foi bem assertivo na contenção do início de confusão após o gol do Palmeiras.

VAR

Para falar do VAR, temos que também falar do critério do árbitro em seus jogos. Ele não tem o hábito que usar a muleta do VAR, se errar, erra sozinho, e na marcação o VAR foi correto em se omitir, visto o árbitro estar próximo (bola vindo de escanteio) e a decisão de campo não deve ser contestada.

Lembremos que por protocolo o VAR deve se manifestar somente em caso de erro crasso, que não foi o caso do pênalti marcado. Podemos argumentar que foi um erro grande de interpretação e não erro grotesco. Poderia influir no resultado final do jogo, mas o VAR não poderia se manifestar neste caso.

Conclusão

Um trabalho abaixo da capacidade e experiência deste árbitro, considerado um dos melhores, senão o melhor árbitro brasileiro. Levemos em consideração que um Corinthians x Palmeiras jamais é um jogo fácil de se arbitrar.

AVALIAÇÃO FINAL: 6,0

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