Arbitragem de Raphael Claus em SEP 1×1 SAN

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 1 x 1 SANTOS

COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO – 14ª RODADA

  • Árbitro: Raphael Claus (SP)
  • Árbitro assistente 1:Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
  • Árbitro assistente 2: Evandro de Melo Lima (SP)
  • Quarto árbitro: Maguielson Lima Barbosa (DF)
  • VAR: Diego Pombo Lopez (BA)

Árbitro

Árbitro muito conhecido no âmbito sul-americano, dispensa maiores apresentações. No presente campeonato foi a 9ª partida arbitrada, mostrando 37 cartões amarelos e três vermelhos direto, assinalando duas penalidades.

Análise Técnica

Lances polêmicos

O lance polêmico do jogo foi o gol anulado do Palmeiras. A bola efetivamente chutada por Allan bateu no braço do atacante Árias, desviando a bola do goleiro. Como sabemos gol de mão não vale, mesmo sendo involuntário, portanto, gol bem anulado pelo árbitro, após convocação e confirmação no monitor.

Trabalho de campo

Se falarmos que o árbitro teve influência no marcador final, estaríamos faltando com a verdade; não teve a mínima influência no resultado, visto que o gol que daria vitória ao Palmeiras foi bem anulado. Mas … não conseguimos entender a arbitragem deste árbitro, que é um dos melhores do Brasil, quiçá o melhor. Teve uma atuação e critérios confusos, deixou de marcar faltas claras, até passiveis de cartão amarelo, e depois assinalou disputas por espaços, punindo lances com simulações grosseiras. A regra de 8 segundos para o goleiro repor a bola em jogo, virou somente letras de regra, pois nenhum árbitro a cumpre (*). Deu a impressão de estar apitando com certa arrogância, achando-se acima da importância do jogo.

AVALIAÇÃO: 6,0

(*) Sem contar com a artimanha do goleiro, quando o time está interessado em manter o resultado, bola fácil, dominada, se joga ao chão e fica um tempo a segurando nesta posição e o árbitro aguarda estar em pé para iniciar (lentamente) a contagem. Pura acomodação.

Disciplina

Assinalou 13 faltas durante o jogo, 9 contra o Palmeiras e quatro contra o Santos. Não coibiu ou não teve vontade de coibir a anti jogo praticado pela equipe do Santos. Mostrou dois cartões amarelos, um para cada equipe. Os jogadores do Santos colocaram um nariz vermelho nos 41 mil torcedores que compareceram à Arena,

AVALIAÇÃO: 6,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 3 minutos  
  • 2º tempo 6 minutos

Vamos contextualizar estes acréscimos. No primeiro tempo logo aos 5 minutos o goleiro do Santos, do nada, simulou uma contusão e jogo paralisado. Somente no primeiro tempo, o Santos levou 4’52 para repor a bola em jogo nos tiros de meta e no total 9’39. Somente neste quesito foi o total de tempo acrescido no jogo. Utilizou de forma exponencial a máxima que escrevemos sempre de “bola parada é a favor do árbitro”.

  • Tempo total de jogo: 101’34
  • Bola Rolando: 53’26
  • Paradas de jogo: 98
  • Posse de bola:  Palmeiras 54% – Santos 46%

AVALIAÇÃO: 5,0

Assistentes

Estavam inseguros, aguardando o árbitro decidir para qual equipe eram as cobranças de laterais. Assinalaram sete impedimentos, cinco do Palmeiras e dois do Santos. O assistente número 2 cometeu uma falha gritante em uma bola que saiu claramente pela linha de fundo e ele não marcou. Até das tribunas percebeu-se que a bola havia transposto a linha demarcatória. O árbitro corrigiu.

VAR

Foi acionado somente no gol anulado e agiu com acerto.

Conclusão

A comissão de arbitragem brasileira ou até a FIFA precisam encontrar um antídoto para o antijogo praticado pelos jogadores, pois é inadmissível pagar um ingresso excludente, pelo alto valor cobrado, como temos hoje no futebol brasileiro e assistir comente 50% do valor pago. Alguém admitiria ir ao teatro e assistir somente a metade do espetáculo? Por que no futebol brasileiro isto virou praxe?

Neste jogo tivemos 47’20 minutos de bola parada. Mesmo achando que não é a solução ideal, cronometrar o tempo de bola rolando acabará sendo o caminho para esta anomalia cometida. Será que os responsáveis pelo comando da arbitragem terão coragem para aplicar plenamente as novas resoluções imposta pela IFAB a partir da Copa do Mundo? Quais serão as orientações? O tempo começará a correr após estar com a bola nas mãos ou a partir do momento que sair de campo? Vamos ter ideia de sua aplicação somente na Copa do Mundo. Talvez por isto, mesmo com a liberação para seu uso imediato, ninguém aplicou até o momento.

AVALIAÇÃO: 5,8

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