Arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima SEP 1×0 MIR

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 1 X 0 MIRASSOL

COMPETIÇÃO: CAMPEONATO BRASILEIRO – 6ª RODADA

  • Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
  • Árbitro assistente 1: Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
  • Árbitro assistente 2: Bruno Cesar Chaves Vieira (PE)
  • Quarto árbitro: Léo Simão Holanda (CE)
  • VAR: Márcio Henrique de Góis (SP)

Árbitro

Árbitro de Jaboatão de Guararapes, de 38 anos. Depois de um ano muito consistente no Campeonato Brasileiro de 2023, foi promovido a árbitro internacional FIFA no início de 2024.

O jogo da tarde/noite deste domingo no Allianz Parque foi o 4º no corrente campeonato, mostrando 23 cartões amarelos e assinalando nenhuma penalidade máxima.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Único lance polêmico, se pudermos chamá-lo assim, foi quase ao final do jogo, em uma disputa de bola na área de defesa do Palmeiras, o time do interior reclamou penalidade máxima, que o VAR não comprovou.

Trabalho de campo

Antes de entrarmos no jogo, vamos fazer uma observação a respeito de arbitragem brasileira. Gostaríamos de saber o motivo de árbitros fazerem bons jogos e quando são promovidos a “FIFA” ou “árbitro CBF” com alguma notoriedade, são picados pela mosca “cbfes acomodatus”, deixando de serem árbitros e se tornam meros mediadores.

São feitos de bobos pelos jogadores, sendo desrespeitados, e não tomam nenhuma providência.

Eu gostaria ainda de ver estes jogadores metidos a “malandros” fazerem estas pandegas com Oscar Godoi, Ulisses Tavares, o próprio presidente da Comissão de Arbitragem Rodrigo Cintra, e um árbitro pouco conhecido do grande público, Luiz Antonio do Nascimento. Eram todos disciplinadores e os jogadores respeitavam pois sabiam que a qualquer deslize seriam punidos disciplinarmente. Estes árbitros citados, davam bronca, puniam sem muita paciência.

Mas … nos dias de hoje, os jogadores têm um ego de cristal. Se forem xingados pelos árbitros, correm nas redes sociais para reclamar. Aí surgem os coleguinhas deles da mídia, e fazem um carnaval digno da Sapucaí. Pode ser que aqui resida a resposta para as péssimas e covardes arbitragens que vemos no nosso País.

Isto posto vamos falar da mediana arbitragem que vimos neste domingo no Allianz. 

Um árbitro promissor, porém, estava confuso em suas interpretações e marcações. Vamos dar um exemplo desta confusa interpretação. O jogador de defesa do Palmeiras deu um encontrão forte em um atacante e o árbitro interpretou como lance faltoso. Em sequência, poucos minutos após, o jogador Giay em uma arrancada pela ponta direita recebeu também um encontrão forte, muito semelhante ao anterior. E nada foi marcado!

Este é somente um exemplo de falta de critério do árbitro  Tivemos inúmeros lances semelhantes, ora marcado e ora não marcado. Não temos nada contra a dividir a interpretação em “faltinhas e faltonas” (apesar que a regra XII não contempla este tipo de divisão), mas, desde que siga o mesmo critério, como se diz popularmente “pau que bate em Chico, bate em Francisco” e não é isto que presenciamos na partida deste domingo no Allianz e nem nos demais jogos pelos campos brasileiros.

AVALIAÇÃO: 5,5

Disciplina

Foram assinaladas 31 faltas, 14 contra o Palmeiras e 17 contra o Mirassol. Foram mostrados seis cartões amarelos, dois para o Palmeiras e quatro para o Mirassol. O jogador Allan do Palmeiras cometeu uma falta acima da tolerância permitida e não recebeu punição. O defensor do Mirassol também cometeu uma falta semelhante a de Allan e também não foi punido.

Não podemos questionar o cartão para Carlos Miguel, mas podemos questionar a não punição disciplinar para o atacante do Mirassol. Vamos ilustrar o ocorrido. Carlos Miguel fez uma defesa no chão, com a bola dominada, e o atacante se chocou com ele, lance este que podia perfeitamente ser evitado. Entretanto, o atacante não fez a mínima questão de evitar o choque e acabou tocando no goleiro, que levantou irritado e partiu para cima do mesmo. Ambas as situações poderiam, com um pouco de fair play, serem evitadas e o árbitro puniu somente o goleiro.

AVALIAÇÃO: 6,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo: 6 minutos
  • 2º tempo: 8 minutos

Tivemos parada para hidratação em ambos os períodos. No primeiro tempo, o árbitro teve algum problema em seus aparelhos de comunicação, e teve uma parada não muito curta. O time do interior usou e abusou de retardar o reinício de jogo, e parte do tempo foi compensado. No segundo tempo houve atendimento a jogadores e cinco interrupções para substituições, portanto, neste item o árbitro agiu corretamente.

  • Tempo total de jogo: 104’12
  • Bola Rolando: 55’20
  • Paradas de jogo: 100
  • Posse de bola: Palmeiras 43% x Mirassol 57%

AVALIAÇÃO: 8,0

Assistentes

Curiosamente não tivemos nenhum impedimento neste jogo. O assistente número 2 em um princípio de entrevero entre Flaco López e um defensor, rapidamente se colocou entre os jogadores e evitou um problema maior.

VAR

Foi chamado somente na verificação do pênalti acima citado.

Conclusão

Foi uma partida confusa do árbitro. Já vimos atuações melhores que esta noite e outras igualmente confusas. É um árbitro ainda em ascensão, que precisa de antidoto para a picada da mosca, pois qualidade já mostrou que tem,

AVALIAÇÃO: 6,2

***

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Comments (1)

  1. Ronaldo Ramires

    o Rodrigo apitou algumas poucas faltas inexistentes e também inverteu outras é uma das coisas que mais chama a atenção negativamente é irrita a torcida.

    Nota: 5,8

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