Arbigragem de Lucas Casagrande BAH 1×2 SEP
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
BAHIA 1 X 2 PALMEIRAS
COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO – 10ª RODADA
- Árbitro: Lucas Casagrande (PR);
- Assistente 1: Victor Hugo Imazu dos Santos (PR);
- Assistente 2: Brigida Cirilo Ferreira (AL);
- Quarto árbitro: Leo Simao Holanda (CE);
- VAR: Rodolpho Toski Marques (PR).
Árbitro
Árbitro paranaense de Pinhais, com 25 anos (09/06/2000), promovido a árbitro CBF, estreou na série A do brasileiro em 2024. O jogo desta noite de domingo na Fonte Nova – Bahia, foi o 4º jogo no atual campeonato, exibindo somente 14 cartões amarelos e assinalou uma penalidade máxima. Este foi o primeiro jogo comandado por ele do Palmeiras em toda sua carreira.
Análise Técnica
Lances polêmicos
O time do Bahia reclamou do segundo gol do Palmeiras, alegando falta de Gustavo Gómez no defensor, que não ocorreu.
Trabalho de campo
Árbitro jovem, sem muita experiência, quase foi engolido pelas cobras criadas das duas equipes. Com este cenário, se perdeu nas marcações e interpretações dos lances do jogo. Inverteu faltas, puniu ou deixou de punir jogadas semelhantes. Em sua confusão interpretativa, tentou se segurar na base do cartão amarelo e não conseguiu. Para corroborar esta afirmação, nos três jogos anteriores arbitrados por ele, foram mostrados 8 cartões amarelos e somente neste jogo, foram 6. Se falarmos que teve influência no resultado, estaríamos faltando com a verdade, mas isto não significa que foi uma boa arbitragem.
AVALIAÇÃO: 5,5
Disciplina
Assinalou total de 35 faltas, 18 contra o Bahia e 17 contra o Palmeiras.
Conforme dissemos acima, neste jogo apresentou seis cartões amarelos, dois para a equipe do Bahia – Luciano Juba e Gabriel Xavier (no banco por reclamação). Para o Palmeiras Árias, Giay, Khellven e Luighi.
Giay foi por reclamação de um lateral invertido, Luighi por retardar reinício de jogo. Não vamos questionar a punição de Árias, pois já merecia, na mesma jogada, antes de receber a punição, mas defensor do Bahia fez uma ação semelhante e não foi punido. Todos reclamaram, principalmente no segundo gol do Palmeiras, mas somente o defensor do Palmeiras foi punido por este tipo de ação e não foi com tanta veemência como foram as reclamações do Bahia no gol contra.
Deixou de assinalar uma falta clara em Flaco López e Abel reclamou. Estranhamos a punição, pois o árbitro estava argumentando com o técnico e repentinamente mostrou cartão amarelo para ele. Rogério Ceni e auxiliar também foram punidos, bem como um auxiliar do Palmeiras.
AVALIAÇÃO: 5,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo: 3 minutos
- 2º tempo: 8 minutos
O tempo de acréscimo do segundo período foi exagerado, não tivemos tantas paradas assim para este tempo.
- Tempo total de jogo: 101’18
- Bola Rolando: 54’41
- Paradas de jogo: 99
- Posse de bola: Bahia 59% x Palmeiras 41%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
A Assistente 2 se mostrou muito concentrada no jogo. Assinalou faltas em sua área de ação, e detectou uma bola fora de jogo, em escanteio do goleiro, que saiu por poucos centímetros. O Assistente 1 também assinalou faltas em sua área de ação, porém, em menor número que sua parceira de trabalho.
VAR
Foi acionado na confirmação do segundo gol do Palmeiras e não viu falta na jogada, confirmando o gol.
Conclusão
Foi uma arbitragem dentro dos padrões atuais do Brasil. Fraca, sem critérios e conseguiu desagradar as duas equipes. Dificultou um jogo que tinha tudo para ser tranquilo, com suas decisões diferentes para o mesmo tipo de lances.
AVALIAÇÃO: 5,2

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