Arbitragem de Savio Pereira Sampaio SEP 1×1 CRU
Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
PALMEIRAS 1×1 CRUZEIRO
COMPETIÇÃO
- Árbitro: Sávio Pereira Sampaio (DF)
- Assistentes: Rafael da Silva Alves (RS) e Leila Naiara Moreira da Cruz (DF)
- VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)
Árbitro
Árbitro de 40 anos (10/06/1985), foi elevado a nível internacional durante os anos de 2022/23, e foi destituído por deficiências técnicas. No corrente campeonato, foi escalado por nove vezes, mostrando 43 cartões amarelos e quatro vermelhos (dois diretos e dois pelo segundo amarelo), assinalando cinco penalidades máximas.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Tivemos dois lances polêmicos neste jogo:
1) Pênalti pessimamente assinalado a favor do Palmeiras, que o jogador do Cruzeiro toca a bola para linha de findo e ocorre o choque com o atacante e o árbitro assinalou pênalti. A correção nem precisou do VAR intervir, o Árbitro Assistente 1 corrigiu e foi marcado escanteio a favor do Palmeiras, e na sequência saiu o gol de empate. O time mineiro reclamou que como houve erro da arbitragem o jogo deveria ser reiniciado com bola ao chão a favor deles. Todavia a bola efetivamente saiu pela linha de fundo e não houve interrupção do jogo, então a reclamação é sem sentido.
2) Pênalti de Jhon Árias, quando a bola é chutada e bate no braço do palmeirense, que estava com o braço colado ao corpo. Mais uma reclamação sem sentido.
Trabalho de campo
Vamos combinar que não houve interferência do árbitro no resultado final do jogo. Teria se um dos pênaltis acima citados fossem assinalados. Como não o foram… entretanto o árbitro não necessita assinalar pênalti inexistente ou anular gol legítimo para interferir diretamente no resultado final. É só picotar o jogo, não ter critério de interpretação, retardar ou fazer vistas grossas para o retardamento do jogo de uma equipe, marcar faltas que não existiram, deixar de marcar faltas grosseiras, que usando destes subterfúgios interfere diretamente no andamento da partida.
O árbitro seguiu corretamente esta receita. Sem critério, sem personalidade, desconhece ou ignora as regras do futebol, principalmente as 10 situações de tiro livre direto. Tem tanta convicção de suas marcações, que aceitou imediatamente a informação do AA1 na errônea marcação do tiro penal. Picotou o jogo e cada parada era uma palestra, (vejam a quantidade de paradas de jogo). Parecia mais camelô da Praça da Sé, de tanto que explicava.
Deixou de marcar falta grosseira em Giay, muito semelhante a sofrida por Andreas Pereira no jogo do Remo, que o defensor foi expulso. Neste caso, passou incólume a ação e na sequência, o Cruzeiro quase assinala um gol, em bola defendida por Carlos Miguel.
AVALIAÇÃO: 3,0
Disciplina
Assinalou 33 faltas durante o jogo, 19 contra o Palmeiras e 14 contra o Cruzeiro, mostrando seis cartões amarelos, dois para o Palmeiras e quatro para o Cruzeiro. Um dos cartões foi para o goleiro por retardar o reinício de jogo em tiro de meta. Mas no segundo tempo a equipe de Minas usou e abusou do retardamento do jogo e cadê os outros cartões?
A distribuição de cartões também ocorreu sem o mínimo critério. Em uma falta a favor do Palmeiras, o capitão cruzeirense Lucas Romero, segurou a bola e o árbitro foi pegá-la em suas mãos. O jogador recusou dar a bola ao árbitro e ficou escondendo-a atrás do corpo e a musácea aceitou passivamente.
Acovardou-se em mostrar cartão vermelho para o técnico do Cruzeiro, que deu um empurrão em Giay, após este, em lance de jogo, ter chutado a bola, que foi em direção ao seu banco. O defensor imediatamente pediu desculpas, mas os mineiros quiseram polemizar e o Sr. Arthur Jorge, deu um empurrão em Giay. Imaginem se fosse Abel Ferreira cometendo esta ação: seria suspenso ad-infinitum.
AVALIAÇÃO: 4,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 4 minutos
- 2º tempo 7 minutos
É conhecido por dar pouco tempo de acréscimos em seus jogos, mas o tempo adicionado foi um absurdo total. No primeiro tempo tivemos duas longas paradas para atendimentos (Sosa e Felipe Anderson) e no segundo tempo tivemos as paradas para substituições, duas paradas para reparo e troca do intercomunicador do árbitro, retardamento em repor a bola em jogo e os próprios retardamentos do árbitro, defensor ferrenho de “bola parada é a favor do árbitro”.
- Tempo total de jogo: 100’50
- Bola Rolando: 49,16
- Paradas de jogo: 113
- Posse de bola: Palmeiras 47% x Cruzeiro 53%
AVALIAÇÃO: 5,0
Assistentes
Não conseguimos entender (a TV não mostrou) o motivo do AA1 em determinado momento do segundo tempo, entrar no campo, quase no grande círculo. A TV mostrou somente ele se retirando. Assinalaram somente um impedimento do Palmeiras em todo o jogo. A AA2 foi proativa interferindo na ação intempestiva de Matheus Pereira sobre Arthur, evitando um problema maior.
VAR
Aceitou a interferência do AA1 no lance do absurdo pênalti mal assinalado e corroborou com a decisão do árbitro no pedido de pênalti contra o Palmeiras.
Conclusão
Um árbitro reconhecidamente fraco, arbitrando um jogo sob chuva torrencial, era esperada uma atuação na altura de sua capacidade. Tornou difícil um jogo que poderia ser dirigido com tranquilidade.
AVALIAÇÃO: 3,8

CONSIDERAÇÕES PÓS ANÁLISE
Quando, reiteradas vezes, criticamos a arbitragem brasileira, dizendo que a mesma está sucateada, podemos até ser ácido em nossas críticas, mas como podemos aceitar um árbitro com esta diminuta capacidade ser considerado um profissional da arbitragem, ganhando R$ 18.000,00 mês, acrescido de mais R$ 5.000,00 por jogo escalado, mais as despesas de locomoção, hospedagem e alimentação, que dá um salário mensal acima de muitos CEO’s de grandes empresas?
Temos um plantel de árbitros brasileiros de baixa qualidade técnica, muitos promovidos a base de QI ou troca de favores, com 10 árbitros FIFA, onde se sobressaem dois, no máximo, três, em uma atividade em que se falam em milhões de euros, ficando à mercê de profissionais não gabaritados para exercer a função e pondo em risco todo o investimento dos clubes em geral.
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