Arbitragem de Jonathan Benkenstein JAC 1×4 SEP
Crédito: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon
Por Oiti Cipriani
JACUIPENSE 1 X 4 PALMEIRAS
COMPETIÇÃO: COPA DO BRASIL – 5ª FASE – JOGO DE VOLTA
- Árbitro Principal: Jonathan Benkenstein Pinheiro (RS)
- Assistente 1: Jorge Eduardo Bernardi (RS)
- Assistente 2: Mauricio Coelho Silva Penna (RS)
- VAR: Heber Roberto Lopes (SC)
Árbitro
Árbitro de 40 anos (17/04/1986), gaúcho de Novo Hamburgo, estreou na Série A do Brasileiro em 2023. Já analisamos dois jogos dele: em um foi muito bem e outro nem tanto. Nesta Copa do Brasil, foi o 4º jogo arbitrado por ele, mostrando 10 cartões amarelos e um tiro penal.
Análise Técnica
Lances polêmicos
Não tivemos lances polêmicos no jogo. O tiro penal foi bem assinalado, e estava próximo da jogada. Não houve retardo da passada para haver o contato. Nada a contestar
Trabalho de campo
Foi um jogo tranquilo de arbitrar. Os jogadores colaboraram com o desenvolvimento pacífico da partida e o mérito do árbitro foi não querer inventar a pólvora e querer aparecer mais que o jogo. Como, basicamente, foi um jogo de ataque contra a defesa, facilitou muito o trabalho, propiciando estar sempre bem colocado.
AVALIAÇÃO: 9,0
Disciplina
Assinalou 22 faltas durante o jogo, 11 contra cada equipe e mostrou somente dois cartões amarelos, para a equipe baiana.
AVALIAÇÃO: 9,0
Controle de tempo
Acréscimos:
- 1º tempo 1 minuto
- 2º tempo 2 minutos
Tempo total de jogo: 93’23
- Bola Rolando: 56’48
- Paradas de jogo: 84
- Posse de bola: Jacuipense 33% – Palmeiras 67%
Não houve motivo para maior acréscimo no jogo.
AVALIAÇÃO: 9,0
Assistentes
Não tiveram trabalho no jogo, Assinalando somente um impedimento e informaram bola fora de jogo.
VAR
Corroborou a interpretação do pênalti marcado.
Conclusão
Conforme dissemos acima, foi um jogo tranquilo e sem maiores problemas.
AVALIAÇÃO: 9,0

Mas, vamos falar um pouco da arbitragem brasileira
Podemos fazer uma comparação de nossa arbitragem com os preparativos de uma escola de samba para desfile do carnaval. O carnavalesco elege o tema e começa a trabalhar nele, vem o mestre da bateria e dá seu palpite e modifica algo, vem o puxador de samba que também dá seu palpite, cada um querendo deixar sua marca.
Aí vem o patrono da escola e manda todo mundo embora e contrata outro carnavalesco que traz sua equipe e recomeça do zero. Mas … alguns incompetentes queridinhos do patrono ou com alto QI, continuam e segue a máxima de Maquiavel “vamos mudar para deixar tudo como está!”.
Na arbitragem brasileira segue o mesmo ritual, de mexer e modificar para manter o status quo. E os árbitros? Ficam como baratas tontas sem saber como agir, e sempre pensando na próxima escala e contando ainda com os “maleáveis” que ao receber a escala, vem com a recomendação “você vai apitar jogo do time X, vê lá o que vai fazer!”.
Ai vira o samba do crioulo doido (música de 1966 de Sergio Porto, que virou sinônimo de bagunça e mal-entendidos). Para exemplificar o que se tornou a arbitragem brasileira e seu entendimento, vamos colocar uma pequena amostra da música:
Conta uma história confusa onde Chica da Silva obriga a Princesa Leopoldina a casar com Tiradentes, e Joaquim José é eleito Pedro II.
Este é o entendimento atual e interpretações da arbitragem brasileira, onde o que vale hoje não vale amanhã, dependendo da cor da camisa. Um exemplo disto, foi o gol anulado do Palmeiras, que é letra da regra e a CBF considerou como interpretativo enquanto o pênalti do jogo com o São Paulo, em 2025, que era muito mais interpretativo, tanto árbitro e VAR foram suspensos. Isto corrobora o exemplo do samba ilustrado acima.
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