Arbitragem de Braulio da S. Machado Palmeiras 4×1 Vasco

Crédito da imagem: Cesar Greco, Palmeiras by Canon

Por Oiti Cipriani

PALMEIRAS 4×1 VASCO DA GAMA

COMPETIÇÃO CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 24ª RODADA

  • Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC)
  • Árbitro Assistente 1: Thiaggo Americano Labes (SC)
  • Árbitro Assistente 2: Alex dos Santos (SC)
  • Quarto Árbitro: Robson Babinski (PR)
  • VAR: Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)

Árbitro

Árbitro catarinense de Laguna, nascido em 18/05/1979 (47 anos). Árbitro internacional no período de 2019/2024. Atualmente tem sido mais escalado na série B e esporadicamente na série A e jogos na Copa do Brasil. No corrente campeonato, o jogo desta tarde de domingo no Nubank Parque, foi o quarto no ano, mostrando 18 cartões amarelos e um vermelho, assinalando uma penalidade máxima.

Análise Técnica

Lances polêmicos

Se é que podemos chamar de lance polêmico o pênalti assinalado para o Palmeiras, em cabeçada de Vitor Roque: a bola foi direto no braço esquerdo do defensor Cuesta, o árbitro deixou o jogo seguir, para ver se o gol seria consignado, e como não foi assinalou o tiro penal, que foi convertido em gol.

Impedimento no que seria o quarto gol do Palmeiras: no início da jogada Andreas Pereira estava em condição de impedimento. Como está sendo usado o impedimento automático, nada a contestar.

Trabalho de campo

No primeiro tempo estava fazendo uma arbitragem confusa, sem critérios, na mesma ação teve interpretações e decisões diferentes. No segundo tempo, com o jogo decidido aos 10 minutos, com 3×0 no marcador, facilitou seu trabalho. No terceiro gol, mostrou, que apesar da idade, está em plena forma. Jogada de velocidade, saiu do campo de defesa do Palmeiras e no desfecho da jogada em gol, estava muito próximo. Resumindo, não teve a mínima interferência no resultado do jogo.

AVALIAÇÃO: 7,5

Disciplina

Assinalou 29 faltas, 8 contra o Palmeiras e 21 contra o Vasco, e mostrou quatro cartões amarelos, um para o time paulista – Marlon Freitas aos 9 minutos de jogo e três para o carioca – Andres Gomes, Thiago Mendes e Robert Renan. Neste quesito deu para perceber a falta de critério. O cartão para o palmeirense, aos 9 minutos do jogo, foi uma falta normal de jogo, e não era um ataque promissor, que justificaria a punição disciplinar, visto a defesa estar montada. Posteriormente Giay sofreu uma falta semelhante e houve somente punição técnica. Isto no primeiro tempo. No segundo, tempo como é hábito dos árbitros, punem com mais rigor o time que está com larga vantagem no marcador.

AVALIAÇÃO: 7,0

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo 2 minutos
  • 2º tempo 6 minutos

Na primeira etapa foi muito pouco o tempo de acréscimo, visto a demora dos jogadores do Vasco em repor a bola em jogo. Na segunda, foi bem observado.

  • Tempo total de jogo: 98,31
  • Bola Rolando: 57’54
  • Paradas de jogo: 106
  • Posse de bola: Palmeiras 57% x Vasco 43%

Vamos bater na mesma tecla, desde a implantação das novas regras para reposição de bola em jogo ou disputa. Necessário se faz determinar um tempo limite para os jogadores irem buscar a bola fora de campo, em laterais, escanteios e tiro de meta. Como esta situação não foi bem explícita, quando uma equipe quer jogar e a outra quer fazer o tempo correr com a bola parada, vão buscar a bola morosamente, ou se dirigem no mesmo compasso suas reposições. Em cobrança de faltas, aí quem demora para autorizar a reposição é o próprio árbitro.

É necessário encontrar um antidoto para estas situações, como arrumaram para as simulações de contusão para os goleiro.

AVALIAÇÃO: 8,0

Assistentes

Foram assinalados três impedimentos e o jogo foi tranquilo para os assistentes.

VAR

Corroborou as decisões de campo no pênalti e no gol anulado.

Conclusão

Árbitro afastado dos grandes jogos, muito experiente, atuando há 12 anos na série A do Brasileiro e em Copa Libertadores, atingiu a idade de jubilamento para árbitro internacional (45 anos), mas aparentemente tem condições físicas para apitar alguns bons anos ainda.

VALIAÇÃO: 7,4

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