Arbitragem de Flavio ROdrigues de Souza COR 0x0 SEP

Crédito da imagem: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Por Oiti Cipriani

CORINTHIANS 0 X 0 PALMEIRAS

COMPETIÇÃO: CAMPEONATO BRASILEIRO 2026 – 11ª RODADA

  • Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza
  • Árbitro: Assistente 1: Alex Ang Ribeiro
  • Árbitro: Assistente 2: Nailton Junior de Souza Oliveira
  • VAR: Daniel Nobre Bins

Árbitro

Árbitro de 45 anos, já conhecido pelo público amante do futebol, então, dispensa maiores apresentações. Fifa desde 2020, este ano deverá ser jubilado do quadro internacional, mas deverá continuar a ser escalado pela CBF.

Coleciona várias polêmicas em sua carreira. Uma delas, foi mostrar o segundo cartão amarelo, seguido de vermelho para Leo Jardim, do Vasco da Gama, por suposta simulação de contusão, em que seu time estava à frente do marcador. Por esta punição, teve um período de afastamento.

Com o andamento caótico que estava o jogo do último domingo na Neo Química Arena, o comentarista de Record disse textualmente, que era muito jogo para pouco árbitro (#). O ex árbitro CBF Paulo Arruda, costuma falar com muita propriedade, que o padrinho consegue levar o árbitro até a linha lateral, e a partir daí corre tudo por conta dele e pelo jogo deste domingo, o comentarista e o ex árbitro tem total razão em sua crítica.

(#) Na atual situação do futebol brasileiro, qual árbitro tem estofo técnico e moral para apitar um jogo deste nível? Podemos contar nos dedos. Com muitas ressalvas, poderíamos falar dos três convocados para a Copa do Mundo, mas … Wilton P. Sampaio é unanimidade, ninguém gosta dele apitando jogos de seu time, dos outros até se diverte com as atitudes e interpretações diferentes. Ramon A. Abel ficou queimado a nível CBF depois do jogo São Paulo x Palmeiras do ano passado, do pênalti não assinalado (ninguém da mídia teve a mesma atitude do pênalti não marcado de Jorginho – Flamengo em Gustavo Gómez) e finalmente o que tem mais moral e personalidade para encarar esta batalha, seria Raphael Claus, mas foi escalado em um clássico carioca. Pelos antecedentes deste jogo paulista, seria ele o indicado e/ou colocar um dos outros dois escalados para a Copa do Mundo no jogo do RJ. 

Análise Técnica

Lances polêmicos

O jogo em si, foi polêmico nos 101 minutos de sua duração. Uma das equipes confundiu vontade de ganhar com violência e entendeu que agindo assim iria intimidar seus adversários. Mas vamos tentar enumerar o que pode ou poderá ser objeto de debates:

1) Expulsão de André (SCCP) aos 35 minutos de jogo, por segurar a genitália para seus adversários, considerado ação de gesto obsceno. Ação infantil, de futebol amador, que poderia ser evitada;

2) Cartão vermelho para Matheuzinho, aos 71 minutos de jogo. Este atleta fez hora extra no jogo. Desde o início quis se impor por intimidação. Aos 41 minutos de jogo recebeu cartão amarelo, mas não se inibiu, continuou a abusar de atitudes temerárias ou violentas, e na expulsão, recebeu o segundo cartão amarelo, todavia, o árbitro foi chamado ao monitor e cancelou o cartão amarelo e aplicou o vermelho direto. (*) (abaixo vamos explicar quais as diferenças na troca de cartão e suas consequências).

3) Pênalti cometido por Gabriel Paulista em Sosa, não assinalado. O atacante do Palmeiras tocou a bola antes do defensor e foi atingido na perna por ele; lance muito semelhante ao ocorrido quinta feira na Colômbia, em jogada de Mauricio, que foi acionado pelo VAR. Entretanto, neste lance, o VAR deveria estar desatento e não chamou o árbitro  ou ainda, este foi chamado e declinou da verificação, por já ter expulsado, no momento, um jogador do Corinthians.

(*) Diferenças entre segundo cartão amarelo e vermelho direto.

Se o jogador entra em campo com dois cartões amarelos e toma um vermelho direto, depois de ser punido anteriormente com o amarelo, cumprirá dois jogos suspensão – 1 pelo terceiro amarelo e 1 pelo vermelho. Porém, se na mesma situação, receber o cartão vermelho pelo segundo amarelo, ficará um jogo suspenso e voltará a campo sem nenhum cartão em sua bagagem. Ou seja, o vermelho direto não suprime os amarelos anteriores.

Trabalho de campo

Ambas as expulsões foram por chamada do VAR, que o árbitro, provavelmente, iria deixar passar em brancas nuvens ou somente com exibição de cartão amarelo. Se o jogo foi caótico, a arbitragem não deixou por menos, deve ter pensado: “se eles querem fazer um picadeiro”, vou ser o equilibrista e andar na corda bamba, sem rede de proteção e assim o fez.

Deixou de punir faltas acima do tom, de ambos os times, punir disciplinarmente, inverter faltas, e bancar doce de padaria; em qualquer paralisação, os atletas sentindo a fragilidade do árbitro, ficavam em volta dele, como abelhas nos doces do balcão. Longe de afirmar que este profissional é uma sumidade da arbitragem, mas é um trabalho para ser esquecido. Teoricamente teve influência direta no marcador do jogo, deixando de punir o pênalti acima citado, como lance polêmico.

AVALIAÇÃO: 4,0

Disciplina

Assinalou 33 faltas no jogo. 17 contra o Corinthians e 16 contra o Palmeiras. Mostrou três cartões amarelos, dois para o Corinthians (Ranieli e Matheuzinho) e um para o Palmeiras (Marlon Freitas). Vamos convir, que a batalha campal que se tornou o jogo, foi uma punição muito baixa, considerando o número de faltas assinaladas.

AVALIAÇÃO: 4,5

Controle de tempo

Acréscimos:

  • 1º tempo: 4 minutos 
  • 2º tempo: 7 minutos

Pelo retardamento de jogo praticado pelo time mandante, foi um tempo de acréscimo muito curto, em ambos os períodos. Teve VAR, simulações de contusões, substituições, retardamento de reposição de bola. O Palmeiras chutou 16 bolas em direção ao gol e acertou quatro. Hugo demorou seis minutos total para repor a bola em jogo, com média de 30 segundos em cada tiro de meta.

  • Tempo total de jogo: 101’00
  • Bola Rolando: 45’47
  • Paradas de jogo: 105
  • Posse de bola: Corinthians 32Palmeiras 68%

AVALIAÇÃO: 6,0

Assistentes

Tiveram que entrar em campo para tentar apaziguar os ânimos do jogo, quando estava em efervescência. Assinalaram ações faltosas em sua área de trabalho e somente um impedimento do Palmeiras.

VAR

Alertou o árbitro em ambas as expulsões. Fica a dúvida no tiro penal não assinalado, se chamou e o árbitro refugou.

Conclusão

Como dissemos o padrinho leva o afilhado até a beira do campo e lá dentro ele se vira e mostra suas qualidades e personalidade. O que não tivemos neste jogo.

AVALIAÇÃO: 4,6

***

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Comments (2)

  1. Antonio Blanes

    Juiz fraco, se apoiou demais no VAR e por isto não marcou pênalti, os lances que teve sua ação foram após analise do VAR, gambazada entrou em campo para parar o Palmeiras nas faltas e na violência. Vamos ver se o tal STJD é machão assim com ações concretas ou só fez fumaça contra o Abel Ferreira, espero varias denuncias porque teve de tudo naquele pardieiro, afinal fomos muito mal recebidos. Foi soco na cara de jogador, tapa em jogador no chão, gestos obscenos, agressão em corredor, drone em campo, e o mais grave de todos RACISMO. Fica aqui uma pergunta para a imprensa deste pai, “ESTE É O TIME DO POVO?”

  2. Ronaldo Ramires

    Flavio Rodrigues péssimo dos péssimos, assim como o jogo, se não fosse o VAR jogadores gambás não seriam expulsos, e esse lixo de árbitro ordinário, não deu um penal claríssimo sobre o Sosa e nem vou falar dos demais quesitos.

    Nota do larápio: 3,5
    Nota do VAR: 4,5 poderia ser 10 se chamasse o árbitro para rever o lance do penal sobre o Sosa

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