
Palmeiras 1×0 Cuiabá: arbitragem de Anderson Daronco
Por Oiti Cipriani
- Data: 18/07/2022
- Jogo: Palmeiras 1X0 Cuiabá
- Árbitro: Anderson Daronco
- Assistente.1: Michael Stanislau
- Assistente 2: Lucio Beiersdorflor
- Árbitro do VAR: Rodrigo Nunes de Sá

Antes de analisarmos a arbitragem morna de Anderson Daronco na vitória de 1×0 do Palmeiras sobre o Cuiabá, vamos falar de arbitragem em sua forma estrutural.
Nossa arbitragem não irá a lugar nenhum, enquanto a base da pirâmide de arbitragem do Brasil, que são os árbitros, assistentes, e analistas escalados pelas federações e confederação, não se conscientizarem que a cultura de “bola parada é a favor do árbitro”.
Vamos explicar a expressão “bola parada é a favor do árbitro”, significa que quando a bola não estiver em disputa, sendo jogada, a probabilidade de dar qualquer coisa errada é zero e o árbitro não sofrera contestações.
Então o que vemos? Cada falta, o árbitro vai contar a barreira, dará uma palestra sobre posicionamento aos jogadores, voltará e fará uma advertência para a barreira não andar para frente. Em tiros de canto (escanteios) vai à área dar mais uma palestra para não agarrar, senão ele marcará pênalti.
Se for um pênalti então, é mais demorado que devolução de imposto de renda!
O árbitro primeiro vai sofrer pressão da equipe penalizada, e se enrola, enrola… ufa conseguiu conter as reclamações, já vamos bater o pênalti? Não! Ele vai dar mais uma palestra sobre invasão da área, que irá punir o transgressor.
E quando um time quer segurar outro com mais poder que ele, o árbitro como um inocente religioso, não percebe que estão retardando o reinício do jogo propositalmente, e ingênuo como é, não percebe a malandragem utilizada.
ISTO TUDO SE CHAMA “BOLA PARADA É A FAVOR DO ÁRBITRO!”.
E no final do jogo, o público que paga um valor alto pelas arenas mais confortáveis com espaços gourmet para assistir 90 minutos de futebol, assiste somente de 45 a 55 minutos de jogo. Ou seja, recebe 50% do produto que pagou.
O Jogo
O jogo em si não teve maiores desdobramentos. Foi relativamente tranquila sua condução, visto que o time visitante veio com o claro intuito de se defender.
Como popularizado pelo técnico português José Mourinho, estacionou um ônibus branco em frente à área, que parecia um paredão; a bola batia e voltava. Este tipo de estratégia facilitou sobremaneira o trabalho do árbitro, que não teve nenhuma influência no resultado.
Porém, não fez o mínimo esforço para coibir o retardamento do jogo, utilizando os recursos acima descritos.
Quem assiste na TV não percebe alguns detalhes, que no local do evento é claramente visível. Em todas as reposições de bola do goleiro visitante, o árbitro ostensivamente virava as costas, fingindo não ver a tática de retardamento de jogo usada, assim como fingia não ver os jogadores retendo a bola nas reposições do time paulista; nos laterais um pegava a bola, mostrando a intenção de repô-la, aí chamava um companheiro que caminhava a passos lentos para fazer a cobrança, sob os olhares complacentes e inocente do árbitro, que não percebia a manobra escusa.
Não foi detectado nenhuma ação faltosa que deixou de ser anotada. Percebemos uma única falta de critério, quando assinalou um jogo perigoso de Danilo, no primeiro tempo e no segundo teve uma jogada semelhante contra o time cuiabano e nada foi marcado.
***
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Disciplina
Puniu com 3 cartões amarelos o time do Palmeiras e com 1 o time do Cuiabá, assinalando 12 e 17 faltas respectivamente. Com 17 faltas, o time visitante infringiu persistentemente as regras do jogo e deveria ser punido por isto e não foi. Os cartões aplicados foram corretos, para faltas acima do tolerável.
Recuperação de tempo
Com toda a manobra do time visitante acima descrita, no primeiro tempo acresceu somente 3 minutos, que poderia tranquilamente ser o dobro ou mais, e no segundo tempo, acresceu 5 minutos, pelas paradas para substituições e entrada de equipe médica em campo.
Quem acompanha futebol deve ter percebido que até pouco tempo atrás era praxe dar acréscimo de 1 minuto no primeiro tempo e 3 no segundo. Ai a FIFA instruiu que era inconcebível somente esta perda de tempo, que não atingia o mínimo desejado de 60 minutos de bola rolando; então os árbitros adotaram outra prática, de 3 minutos no primeiro tempo e 5 no segundo… virou praxe.
Assistentes
Assinalaram somente 4 impedimentos durante o jogo. No restante se limitara a assinalar bola saindo de campo e corroborar a sinalização do árbitro.
VAR
Foi acionado apenas uma vez, no gol do Palmeiras, que acabou sendo confirmado.
Conclusão
Concluindo, foi um trabalho aceitável, sem interferência no resultado, excetuando-se pela inoperância em coibir o retardamento proposital da equipe visitante.
Comments (9)
Reynaldo Zanon
Não houve falta alguma. Não têm comparação quanto ao assalto à mão amada no jogo da Copa do Brasil.
Aroni
Resumindo: o Atuesta merecia ser expulso, o gol nasceu de uma falta, empurrão claro no Valdívia, então a arbitragem interferiu no resultado. Fomos beneficiados ontem, assim como fomos prejudicados contra o São Paulo. E para acabar com essa discussão sobre arbitragem, só existe um remédio: jogar futebol, que anda bem pequenininho 🤏 no Palmeiras.
Juarez Cândido
Sempre contra o Palmeiras
Aroni
Não, sempre a favor que o Palmeiras vença as partidas com lisura e bom futebol.
Juarez Cândido
Mais realista que o rei
Aroni
Que o Palmeiras foi superior ao Cuiabá, foi (0,01% melhor que eles). Mas na minha opinião, a arbitragem interferiu no resultado sim. Foi falta clara do Mayke, ele empurra o Valdívia, na origem da jogada do gol fo Palmeiras O Atuesta fez uma falta criminosa que rasgou o meião e deu um talho na canela do adversário (se é o jogador do Cuiabá que dá uma entrada dessas em.jogador de time grande, é vermelho direto, e iriam olhar a consequência do ato sim), e o VAR 😎🤫 em ambos os lances.
Porco Nervoso
Você não prestou atenção na sequencia do jogo.
Em 1º lugar, o Atuesta dá uma entrada por trás no campo de ataque do Cuiabá com os joelhos dobrados e leva amarelo. O jogador do Cuiabá rala a canela no chão, provavelmente naqueles pedacinhos de material sintético que ficam soltos (não é a 1ª vez que isso acontece) e sangra por causa disso.
Depois o Atuesta leva uma cotovelada proposital no rosto e o Daronco deixa passar batido, nem falta e nem amarelo pro jogador do Cuiabá.
A meia rasgada vem por último, numa bola dividida que o Atuesta acaba pisando no pé do jogador do Cuiabá, não houve lesão neste lance.
Poderia ter levado o 2º amarelo, não faria falta nenhuma, o cara não acerta nem a data de nascimento dele, se bobear…
Oiti
Aroni
Não comentei sobre a jogada do Mayke que antecedeu o gol, mas, vou dar minha opinião. Sempre digo que um dos conceitos que definem uma boa arbitragem é o critério, jogadas iguais decisões iguais. O árbitro não estava marcando nenhuma falta que fosse jogada no limite entre contato físico e falta. Vamos colocar uma situação hipotética… se a jogada não tivesse resultado em gol, estaríamos aqui discutindo? Não. Para mim, na hora, sem replay (estava na Arena), achei uma jogada normal pelos lances antecedentes que não foram marcados. Se todos os contatos tivessem sido marcados, este também deveria ter sido, porém, nao foi este o critério adotado, então segue o jogo.
Aroni
Desculpa Oiti, mas para mim o lance do Mayke não foi um contato físico de jogo. Foi um empurrão desleal para tirar o Valdívia da disputa. E justamente pela jogada resultar em gol é que gerou a discussão. Eu na hora comentei, tá registrado no post: ” belo gol do Verón, mas achei falta na origem da jogada.”